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Golpe com PIX falso em clínica leva médico a denunciar suspeitas e sair do país por segurança

O médico dermatologista Diogo  Rabelo, filho de pioneiro Cacoalense, que exerce atividade em São Paulo e que eventualmenge atende em  Cacoal, com temor em sofrer consequencias devido suas denuncias, deixou o país em busca de mais segurança e encontrasse na Europa. Veja o teor da denuncia de Diogo:
Golpe com PIX falso em clínica leva médico a denunciar suspeitas e sair do país por segurança
“Na sexta-feira, dia 27/02, recebi em minha clínica uma cliente que realizou procedimentos estéticos. O valor total foi de R$ 2.700,00 e o pagamento foi apresentado como tendo sido realizado via PIX. O valor, porém, não caiu na conta no momento do atendimento. A cliente afirmou que a compensação ocorreria no dia seguinte.
No dia seguinte, ao verificar novamente a conta, constatei que o valor não havia sido creditado. Ao analisar o comprovante apresentado, identifiquei que se tratava de um comprovante falso. Entrei em contato com a cliente e, após ser confrontada, ela realizou o pagamento.
A partir desse episódio, iniciei uma verificação cuidadosa de pagamentos antigos realizados na clínica. Durante essa análise, identifiquei que diversos comprovantes apresentados desde o ano de 2024 também eram falsos. Entre esses casos, descobri que a irmã da autora do primeiro golpe também havia comparecido à clínica anteriormente e realizado o mesmo tipo de fraude. Esse fato levanta a suspeita de atuação conjunta e organizada para aplicar golpes semelhantes.
Assim, foi possível constatar que desde 2024 a clínica vinha sendo vítima de vários pagamentos fraudulentos que somente foram identificados agora após a investigação interna.
Diante da gravidade da situação, decidi tornar o caso público por meio do meu perfil no Instagram, relatando os fatos com o objetivo de alertar outras pessoas e profissionais que poderiam estar sendo vítimas da mesma prática criminosa.
Após a exposição do caso, os responsáveis pelo golpe entraram em contato propondo um acordo. A proposta consistia no pagamento de R$ 4.000,00 para que eu publicasse um vídeo afirmando que havia me equivocado nas acusações e retirando as denúncias. Recusei imediatamente essa proposta por entender que seria uma forma de encobrir um crime.
Esse contato ocorreu no domingo, dia 01/03. A partir desse momento começaram as ameaças e intimidações.
Na segunda-feira, dia 02/03, registrei boletim de ocorrência pelos crimes de estelionato (artigo 171 do Código Penal) e ameaça (artigo 147 do Código Penal). Além disso, foi protocolada ação judicial por danos morais e materiais. O processo já foi recebido pela Justiça e teve andamento iniciado na comarca de Campinas, local de residência da investigada.
Na terça-feira seguinte, por orientação da delegada responsável pelo caso, foi disponibilizado um segurança para acompanhar meu dia de trabalho na clínica localizada em Pinheiros, São Paulo, como medida preventiva diante das ameaças recebidas.
Posteriormente, na quinta-feira, viajei com minha mãe em busca de tranquilidade e segurança, pois passei a apresentar quadro significativo de estresse e ansiedade após os acontecimentos. De acordo com relatório médico emitido pelo psiquiatra Marcos Wellington Souza, desenvolvi sintomas compatíveis com estresse pós-traumático e ansiedade relacionados aos fatos ocorridos.
Atualmente me encontro sob os cuidados de familiares na Europa. Mesmo à distância, continuo recebendo ameaças de morte por meio de ligações de números desconhecidos.
Diante de tudo o que ocorreu, tenho receio de retornar ao Brasil neste momento, pois não me sinto seguro. Apesar disso, sigo determinado a não desistir do caso e a não permitir que os fatos sejam arquivados ou esquecidos.
A exposição do ocorrido foi uma forma de buscar justiça e também de alertar outras pessoas, para que profissionais e cidadãos não se tornem vítimas de golpes semelhantes. A responsabilização dos envolvidos é fundamental para que possamos nos proteger de práticas criminosas como essas!”.

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