Um grupo de ambientalistas, acadêmicos e entidades civis realizou um protesto neste domingo (15), no Eixão do Lazer, em defesa da Serrinha do Paranoá. O ato foi motivado pela inclusão de uma área pública de 716 hectares da região no projeto de lei que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a contrair R$ 6,6 bilhões em empréstimos para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A Gleba A, como é chamada a fatia de terra, foi avaliada em R$ 2,2 bilhões e serve como garantia para a operação financeira.
A Serrinha do Paranoá é considerada estratégica para o equilíbrio hídrico da capital federal, abrigando mais de 100 minas d’água que abastecem o Lago Paranoá. Manifestantes argumentam que a urbanização e a impermeabilização do solo na região, localizada entre o Varjão e o Paranoá, podem secar nascentes e comprometer o lençol freático. Para os ativistas, o governo ignora estudos científicos que apontam a sensibilidade ecológica da área em favor de interesses do mercado imobiliário.
O socorro financeiro ao BRB ocorre em meio a uma crise de liquidez provocada por prejuízos em operações com o Banco Master. A Polícia Federal investiga fraudes bilionárias e o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro, preso recentemente sob suspeita de crimes financeiros e suborno. Durante o ato, representantes da Associação Preserva Serrinha destacaram que a população do Distrito Federal não deve absorver o custo ambiental de um problema gerado por má gestão financeira da instituição estatal.
Por outro lado, o governador Ibaneis Rocha defende a legalidade do projeto e nega que o lote específico colocado como garantia abrigue nascentes. Segundo o chefe do Executivo distrital, a medida é necessária para estabilizar as finanças do banco e o projeto foi analisado com rigor técnico pela Terracap. Ibaneis classificou a mobilização como uma “guerra de ambientalistas” e reafirmou seu compromisso com a proteção ambiental do Distrito Federal em outras frentes de sua gestão.
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Fonte: News Rondônia

