O Papa Leão XIV fez um apelo veemente pelo fim imediato das hostilidades no Oriente Médio durante a oração do Angelus, neste domingo (15), na Praça de São Pedro. Com o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entrando em sua terceira semana, o pontífice lamentou a “violência atroz” que tem vitimado milhares de não combatentes, alertando que a força militar não será capaz de trazer a justiça e a estabilidade almejadas pela região.
Primeiro papa originário dos Estados Unidos, Leão XIV dirigiu-se diretamente aos líderes mundiais em nome dos cristãos do Oriente Médio e das pessoas de boa vontade. “Cessar-fogo!”, exclamou o Papa, enfatizando que a guerra apenas amplia o sofrimento e retarda soluções pacíficas. O pontífice reiterou que a violência nunca resolverá problemas e defendeu que a paz real só será alcançada por meio da negociação.
O pontífice manifestou esperança de que autoridades locais e internacionais busquem soluções duradouras para a crise, especialmente no Líbano. Segundo o Papa, o diálogo é o único caminho capaz de apoiar as instituições e garantir o bem comum, evitando que a instabilidade regional se transforme em um colapso permanente das estruturas de governo nos países vizinhos ao conflito.
A fala do Papa focou no impacto devastador sobre os inocentes, que sofrem com o deslocamento forçado e a destruição de infraestruturas básicas. Leão XIV ressaltou que milhares de não combatentes estão pagando o preço mais alto da guerra, perdendo acesso a serviços essenciais e vivendo sob constante ameaça, o que torna a assistência humanitária uma prioridade absoluta e urgente.
Durante visita a uma paróquia em Roma, ele reforçou que invocar Deus para validar a guerra é uma distorção dos valores cristãos. O Papa atacou duramente aqueles que utilizam a religião como pretexto para assassinatos e agressões, reafirmando que o nome de Deus jamais deve ser usado para justificar a violência, mas sim para promover a reconciliação entre os povos.
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Fonte: News Rondônia

