Esse é o paradoxo que muitos produtores rurais do Brasil estão passando. O país deve finalizar a safra 2025/26 com a maior colheita de soja de sua história (179 milhões de toneladas).
Ainda assim, os produtores devem registrar seu menor lucro em quase 20 anos, com ganhos que podem cair para cerca de US$ 10 por hectare — o que é considerado bem baixo.
Os principais vilões da rentabilidade são:
Os preços da soja estão mais baixos no mercado internacional devido à maior produção da commodity;
Os custos com fertilizantes dispararam — e o Brasil importa cerca de 85% desses insumos, ficando exposto ao câmbio e aos preços globais;
A alta no frete por conta do diesel caro e o apetite de compradores como a China, o que pode fazer o produtor brasileiro receber menos mesmo quando o preço da commodity sobe na Bolsa.
“Ok… Mas como isso chega até mim, the news?” A soja é um dos pilares da economia brasileira, responsável por +6% do nosso PIB e pela movimentação de cadeias inteiras, do transporte ao crédito rural.
Quando a margem aperta, o produtor tende a reduzir investimentos, comprar menos insumos e ficar mais cauteloso — o que pode afetar o câmbio e até o preço dos alimentos.
Além disso, menos lucro na soja significa menos dólares entrando no Brasil, o que pode contribuir na desvalorização do Real, gerando inflação em tudo o que importamos.
Fonte: TUDO AMAZÒNIA – Sua fonte de notícias na cidade de Cacoal-RO