Se Liga Cacoal – Header
.

Se Liga Cacoal – Header

Encerrada
Marcos Rocha
647 votos 22.01%
Bruno Scheid
809 votos 27.53%
Silvia Cristina
301 votos 10.24%
Fernando Máximo
1182 votos 40.22%

Coluna PONTO CRÍTICO – Léo Moraes e suas traições… políticas!

Coluna Ponto Crítico – Por Felipe Corona

Prefeito de Porto Velho colocou prefeito de Vilhena e deputado estadual polêmico debaixo do braço, mas os deixou na mão…

Ingratidão…
Nos corredores da política local, uma máxima voltou a circular com força, quase como um manual não escrito de sobrevivência: quem ajuda, depois costuma receber ingratidão e, com sorte, um silêncio constrangedor. A frase, atribuída a pessoas que já caminharam ao lado do prefeito Léo Moraes (Podemos), reaparece agora com nova roupagem e muito mais eco.
Tira a feição!
O clima ganhou reforço após comentários ligados ao ativista político Samuel Costa, pré-candidato ao governo pela Rede, que teria resumido o ambiente com uma daquelas pérolas que dispensam explicação: na política, até dá para engolir traição. Imperdoável mesmo é ser o traidor, no caso o próprio Léo Moraes. Um detalhe sutil, mas que costuma fazer toda a diferença… principalmente depois da eleição.
Pedra cantada
O roteiro não é exatamente novo. Durante a última disputa municipal, a então candidata Mariana Carvalho já havia levantado dúvidas sobre a durabilidade de alianças políticas. Aquelas que parecem sólidas no palanque, mas evaporam na primeira brisa do poder.
Pedra cantada 2
E, pelo visto, não era apenas retórica de debate. Logo no início de 2025, quando a gestão começou oficialmente, as redes sociais viraram um verdadeiro mural de desabafos. Gente que participou da campanha, vestiu a camisa, pediu voto, acreditou… E depois descobriu que promessa eleitoral tem, digamos, prazo de validade bastante flexível. Principalmente quando se trata do EX-COLIGADO COM O POVO… Só com a turma que lhe apetece!
Com a calça na mão
Um dos casos mais simbólicos foi o do DJ Daniel Campos, conhecido em Rondônia e Acre. Sentindo-se deixado para trás, ele protagonizou uma cena digna de desilusão política explícita: gravou um vídeo arrancando adesivos do então candidato colados em sua velha kombi: aquela mesma que ajudou a carregar eleitores durante a campanha.
Com a calça na mão 2
No registro, além de desfazer o “marketing móvel”, veio o desabafo: disse que nunca mais votaria no prefeito e que se sentia enganado. Um clássico pós-eleitoral. Para analistas, nada muito fora do script. A política, afinal, tem essa capacidade quase artística de transformar aliados estratégicos em notas de rodapé em tempo recorde. O que ontem era parceria, hoje vira cobrança. E, amanhã, talvez nem seja lembrado.
Memória curta
Nos bastidores, a discussão segue firme: alianças políticas são compromissos reais ou apenas contratos informais com cláusula de esquecimento automático? Porque, ao que tudo indica, a lealdade continua sendo valorizada… desde que não cobre retorno depois. E Léo Moraes parece ser especialista em ter memória seletiva, junto com seus “aliados” nomeados, claro!

Tocou o f…
Quer mais exemplo recente? Léo colocou debaixo do braço o delegado Flori, prefeito de Vilhena, como pré-candidato do Podemos ao Governo do Estado e o deputado estadual Rodrigo Camargo como pré-candidato ao Senado neste ano. Foi a vários programas de entrevista, dando a entender que o compromisso era sério e verdadeiro. Não durou uma chuva do inverno amazônico.
Tocou o f… 2
Um atrito entre Rodrigo Camargo e o delegado Flori fez a parceria “derreter”. E Léo largou a mão dos dois. Agora, já começa a “negociar” apoio a Marcos Rogério (PL). Mas Léo sempre foi assim: quer ser o centro das atenções, mas não pode ser questionado JAMAIS! A lógica é simples: dividir forças, administrar tensões e garantir que ninguém cresça mais do que ele sem autorização prévia. Quem quiser espaço… alinha. Quem quiser influência… agradece.
Linha do tempo
E o histórico de traições (políticas) de Léo Moraes é longo: em 2002, Guilherme Erse (então filho do senador Moreira Mendes) foi cortado por Léo das convenções para tentar a reeleição a vereador. Teve barraco, envolvendo cadeira jogada, discussões, empurrão e ameças. Mas Guilherme foi barrado por Léo, mãe e pai dele.

Linha do tempo 2
Mais recentemente, em 2022, Léo convidou o ex-deputado federal Carlos Magno a ser candidato no mesmo cargo pelo Podemos. Conversa vai, conversa vem, Magno foi traído e teve o nome vetado nas convenções do partido. O político de Ouro Preto d’Oeste gravou um vídeo e chorou para algumas pessoas próximas. Aliados dizem que foi a única vez que o viram desse jeito e que o responsável foi o atual prefeito da capital.
Linha do tempo 3
E em várias reuniões, Léo anunciou aos quatro ventos que o prefeito de Vilhena era o pré-candidato ao governo pelo Podemos. Com o crescimento de Flori, “forças ocultas” agem nos bastidores e Rodrigo Camargo, em um discurso na Assembleia Legislativa, anuncia que será o pré-candidato do Podemos ao governo.
Linha do tempo 4
Objetivo? Enfraquecer Flori junto aos seus aliados e fazê-lo “perder força”. Pessoas que orbitam próximo a Léo disseram que ele teria ficado com ciúmes por Flori construir alianças com adversários políticos dele e o prefeito de PVH tem muitos. Como Rodrigo Camargo não tem tanta força como pré-candidato ao governo, Léo muda de ideia mais uma vez.
Com a broxa na mão
Pesquisas apontam que Rodrigo não tem nem chance de chegar ao segundo turno, aí Léo tem uma ideia “genial”: colocar o próprio tio, o empresário Márcio Barreto, como vice de Marcos Rogério (PL). Se Camargo “pedir com jeitinho” (e o jeito Léo Moraes é se humilhando, claro), talvez ele consiga uma vaguinha na nominata para deputado federal.
Possível naufrágio
A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, já teria dado um ultimato a Léo, afirmando que ele tem que eleger pelo menos, dois deputados federais. Entre seus candidatos, há dois que não poderão concorrer à Câmara Federal. Recentemente, ele convidou a deputada Cristiane Lopes para o Podemos. Ela aceitou e já indicou até nome na prefeitura.
Possível naufrágio 2
Com toda estrutura da prefeitura dedicada a eleger o “manin” Paulo Moraes Jr. deputado estadual, mas ele não colabora por falta de carisma e competência como secretário, Léo resolveu convocar a base aliada na Câmara para trabalhar pela eleição dele, oferecendo cargos e indicações para secretarias.
Sem palavra
Com esse histórico de traições, a palavra de Léo parece não ter força. Quem vai acreditar nele que cumprir com “acordos” (ainda mais de “boca”) de titularidades de secretarias e cargos para indicados dos vereadores? Ninguém, pelo jeito, quer ser o próximo traído da longa lista do EX-COLIGADO COM O POVO, só com a turma de confiança dele.
Feitiço pode virar contra feitiçeiro
E quem resolve “falar mal de Léo” é chamado de COBRA por ele em algumas reuniões. Pois vou citar só um exemplo bem próximo ao seu gabinete. Tem um assessor especial, que era vereador na gestão Hildon Chaves (inimigo de Léo), que ganha 30 mil reais e trabalha só das 09 às 11 da manhã. Chega todo arrumado e cheiroso para cumprir esse longo e cansativo expediente.
Lei do retorno
Pois esse mesmo “trabalhador padrão” já anunciou aos quatro ventos que não vai fazer campanha nem pedir votos para Paulo Moraes Jr. Sabe se lá por qual motivo então Léo o escolheu como “aliado e assessor”. E esse camarada já é bem conhecido pela mesma prática do patrão: fazer promessas e não cumprir. Tanto que agiotas e ex-apoiadores já fizeram cobranças nada amigáveis a ele…
*Esta coluna foi escrita com informações publicadas pela Coluna da Hora (escrita por Géri Anderson) e pelo vereador Marcos Combate (Agir).
**Os sites que publicam esta coluna reservam o direito de manter integralmente a opinião dos seus articulistas sem intervenções. No entanto, o conteúdo apresentado por este “COLUNISTA” é de inteira responsabilidade de seu autor.


Fonte: Tribuna Popular

Destaques