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POESIA: ZAQUEU E A FIGUEIRA BRAVA

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ZAQUEU E A FIGUEIRA BRAVA

Em Jericó, homem afamado,Vivia longe de crescer,Rico, porém desprezado,Sem aprender o bem viver,Mesmo sendo abastado,Não tinha paz no proceder.

Ouvindo falar de Jesus,Desejou muito conhecer,Mas a multidão em fluxo,Não o deixava perceber,E sendo pequeno no curso,Buscou um meio de ascender.

Então correu apressado,Adiante foi a correr,E numa figueira ao lado,Subiu para melhor ver,Ficou ali preparado,Esperando acontecer.

Quando o Mestre foi passando,Parou e olhou com poder,Chamou Zaqueu pelo nome,E disse: “Desce sem temer”,“Hoje ficarei em tua casa”,E contigo vou permanecer.

Zaqueu desceu apressado,Com alegria em receber,Abriu sua casa ao Amado,Com prazer em acolher,E todo o seu passado,Começou a se render.

Mas o povo murmurava,Sem compreender o viver,“Na casa de um pecador entrava”,Diziam sem entender,Que a graça ali operava,Para um novo nascer.

Então Zaqueu transformado,Começou firme a dizer,“Dos meus bens darei metade”,A quem precisar socorrer,E se alguém foi enganado,Quatro vezes vou devolver.”

Ali houve mudança sincera,Novo jeito de viver,Não foi palavra qualquer,Mas prova no proceder,Vida agora inteira,Decidida a obedecer.

Jesus então declarou,Para todos entender,“Hoje a salvação chegou”,Nesta casa a florescer,Pois quem antes se perdeu,Agora escolhe viver.”

Que essa história ensine,O caminho a escolher,Subir para ver a Cristo,E a Ele obedecer,Pois quem de fato O recebe,Nova vida vai viver.

Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular