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Ibaneis Rocha deixa governo do DF sem solucionar crise do BRB criada durante sua gestão

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Ibaneis Rocha deixa governo do DF sem solucionar crise do BRB criada durante sua gestão Ibaneis Rocha (MDB) deixou o governo do Distrito Federal neste fim de semana sem solucionar a crise do Banco de Brasília (BRB), criada durante sua gestão.

Acabou deixando o abacaxi nas mãos da então vice, Celina Leão (PP), que assume o posto de governadora a partir desta segunda-feira (30).

O agora ex-governador do DF resistiu a fazer um aporte direto do tesouro do Distrito Federal para evitar mais críticas da população local.

Caberá à nova governadora tentar solucionar a crise do banco público, que era uma das apostas da gestão de Ibaneis (leia mais abaixo).

O banco começou um trabalho de expansão nacional e agora está retornando a ser uma instituição regional.

Nesta terça (31), termina o prazo para o banco divulgar seu balanço e tornar público oficialmente o rombo deixado pelas negociações fraudulentas com o banco Master, de Daniel Vorcaro. Se não o fizer, será multado.

Sem uma solução, o banco corre o risco de entrar num regime de administração temporária, que pode levar a uma privatização da instituição financeira pública de Brasília.

A situação política de Ibaneis, que deixou o governo para concorrer ao Senado, só complica. Ele não conseguiu o apoio da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL).

Michelle vai disputar uma das vagas ao Senado pelo DF e já avisou que vai apoiar a deputada Bia Kicis (PL) para a segunda vaga.

Ibaneis Rocha TV Globo Desgaste A crise no Banco de Brasília (BRB), aberta a partir das operações do banco público com o Banco Master, tornou-se um dos principais focos de desgaste político do governador Ibaneis Rocha no fim do mandato.

Durante sua gestão, o BRB realizou negócios bilionários com o Master — incluindo a tentativa de compra de ativos e a exposição a carteiras de crédito.

RELEMBRE: BRB e Banco Master: Ibaneis sanciona lei aprovada pela Câmara Legislativa que dá aval à compra A operação de compra, barrada pelo Banco Central, contudo acabou gerando prejuízos e investigações — o que levou o governo do Distrito Federal a buscar soluções emergenciais, como a sinalização de aporte e pedido de empréstimo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Embora Ibaneis afirme que não participou das decisões operacionais do banco, o tema passou a marcar a despedida do governador do cargo. ➡️A saída de Ibanei do governo atende à regra da desincompatibilização eleitoral, exigida para quem ocupa cargo público e pretende concorrer a um mandato eletivo.

Com o ato, Ibaneis encerra uma passagem de mais de sete anos pelo comando do DF. O período começou de forma improvável, passou por oscilações políticas e termina em meio a uma das principais crises do político: a malsucedida tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.

O governador, inclusive, foi citado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em depoimento prestado à Polícia Federal em janeiro, no contexto da Operação Compliance Zero.


Fonte:

g1 > Política