O presidente Lula (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, será pré-candidato a vice na chapa dele nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante uma reunião ministerial, no Palácio do Planalto.
“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, disse Lula.
Ministros, governadores e prefeitos que pretendem se eleger para outros cargos têm até 4 de abril para renunciar aos atuais mandatos, segundo a chamada desincompatibilização eleitoral, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A reunião acontece em meio a saída de ministros, que desejam concorrer às eleições. O último a deixar o cargo foi Camilo Santana, da Educação, que foi substituído pelo secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini.
Durante o anúncio na segunda-feira (30), Lula disse que agora é hora de “concluir o que começou” no Ministério da Educação.
“Não posso escolher um ministro novo que não estava na área para ele entrar, querer escolher secretário-executivo, chefe de gabinete. Não, quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está acontecendo naquele ministério para a gente não inventar nada de novo. A gente agora só tem que concluir o que começou a fazer, é hora de entregar”, declarou.
O petista disse que Barchini é uma pessoa de sua confiança e próximo de Camilo. Ele afirmou que o ministro da Educação foi escolhido, em 2022, como uma “premiação” pelos indicadores da educação no Ceará.
Em uma inauguração de obras de conectividade de escolas públicas, Lula elogiou o Prouni, chamado por ele de a “grande revolução da educação deste país”. Ele também enalteceu o Fies e reclamou do que chamou de “retrocesso” após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
“Até 2010, quando deixei a Presidência, a coisa mais fantástica do mundo era o Prouni e o Fies. Não tinha um ato que eu fosse que não tinha um estudante falando. O Prouni foi a grande revolução da educação deste País. Foi a primeira vez que provamos que era possível colocar as pessoas pobres da periferia para disputar uma universidade com qualquer outra pessoa”, declarou.
*Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan