O estado de São Paulo registrou o menor número de roubos de carga em 26 anos no primeiro bimestre de 2026, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. A redução de 32,7% no período reforça uma tendência de queda nos crimes patrimoniais, mas o cenário nacional ainda registra ocorrências relevantes, principalmente em rodovias estratégicas.
Apesar da retração dos indicadores, o Brasil contabilizou 8.570 roubos de carga em 2025, com média de 23,5 casos por dia, segundo dados do setor de transporte e logística.
Nos últimos meses, diferentes episódios evidenciam que o crime segue ativo em corredores logísticos importantes do país:
A rodovia BR-101 foi apontada como a mais crítica para roubos de carga em 2025;
A BR-153 e a BR-010 registraram aumento da incidência, indicando a expansão do crime para rotas ligadas ao agronegócio e ao abastecimento regional;
Em regiões do Nordeste, estados como Pernambuco e Bahia concentraram ocorrências recentes, com destaque para trechos da própria BR-101, onde quadrilhas atuam interceptando caminhões em deslocamento;
No eixo Sudeste, que segue liderando os registros, rotas entre Rio de Janeiro e São Paulo continuam entre as mais visadas, tanto em áreas urbanas quanto em rodovias de acesso a centros logísticos.
Especialistas apontam que o perfil dos crimes também mudou: além de cargas fracionadas, produtos como alimentos, medicamentos e eletrônicos passaram a ser alvos frequentes, o que amplia o impacto direto na cadeia de abastecimento.
Mesmo com a queda gradual desde o pico registrado em 2017, o roubo de cargas ainda provoca prejuízos bilionários. Em 2025, as perdas diretas foram estimadas em cerca de R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão com custos indiretos.
Além disso, o crime tem se tornado mais sofisticado e organizado, com atuação de quadrilhas estruturadas e uso de inteligência logística, o que dificulta o combate e amplia o alcance das ações criminosas.
Fonte: Jovem Pan