Se Liga Cacoal – Header
.

Se Liga Cacoal – Header

1º de abril é Dia da Mentira? Entenda história por trás da data

“Seu cadarço está desamarrado. 1º de abril!” Com certeza você já ouviu — ou até disse — essa frase clássica em algum momento — seja na escola, na faculdade, no trabalho ou na rua. Nesta quarta-feira, 1º de abril, é celebrado o Dia da Mentira, uma tradição de piadas e brincadeiras inocentes. Mas você sabe de onde vem essa “celebração”? A Jovem Pan explica.
A data tem origem em uma grande reforma no modo como o mundo contava o tempo. A explicação mais aceita pela historiografia remonta à França do século XVI. Em 1564, o rei Carlos IX determinou que o Ano Novo passaria a ser comemorado no dia 1º de janeiro, oficializando a adoção do novo Calendário Gregoriano, instituído pelo papa Gregório XIII em 1582.
Antes dessa mudança, o calendário juliano fazia o Ano Novo ser comemorado entre o final de março e o dia 1º de abril, coincidindo com o começo da primavera e festas que duravam cerca de uma semana. A nova regra oficializou o 1º de janeiro como início do ano, ajustando também a contagem dos meses e estações para melhor refletir o movimento da Terra.
Muitos franceses resistiram à alteração e continuaram celebrando o Ano Novo na data antiga. Como forma de zombaria, as pessoas que seguiam o costume antigo passaram a ser chamadas de “tolos de abril” (ou “poisson d’avril”, em referência ao peixe, símbolo de alguém facilmente enganado). Os gozadores enviavam convites falsos para festas inexistentes, presentes estranhos e boatos, transformando o dia em uma oportunidade para brincadeiras e mentiras inofensivas.
A tradição se espalhou pela Europa e chegou ao Brasil no século XIX, impulsionada por imigrantes e até por uma publicação satírica em Minas Gerais que, em 1828, anunciou falsamente a morte de Dom Pedro I no dia 1º de abril. Hoje, o costume persiste em diversos países como uma forma leve e divertida de testar a credulidade alheia — desde que a pegadinha termine com um bem-humorado “Mentira!” ou “April Fool!”.
Embora existam outras teorias – como ligações com festas romanas antigas ou o equinócio -, a história da mudança calendária é a mais documentada e consensual entre historiadores. No fim das contas, o 1º de abril lembra que, às vezes, a melhor forma de lidar com mudanças é rindo delas.


Fonte: Jovem Pan

Destaques