O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), reagiu aos apelos feitos por lideranças do Partido Liberal para que não dispute a Presidência da República no primeiro turno de 2026. “Valdemar, você sabe que, neste momento, eu venho de uma experiência de 40 anos de vida pública, com experiência comprovada de gestão e, ao mesmo tempo, uma condição de poder enfrentar o Lula”, disse em resposta ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o também pré -candidato Flávio Bolsonaro.
“Tenho uma convivência excelente com todos os presidentes de partido, especialmente com esse amigo que hoje, com muita competência, preside o PL”, acrescentou. A fala foi interpretada como um recado direto de que não pretende abrir mão da disputa, mesmo diante da pressão por uma eventual unificação da direita ainda no primeiro turno.
O pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD, Caiado também demonstrou confiança no cenário eleitoral e afirmou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será derrotado em um eventual segundo turno. As declarações foram dadas durante participação no programa ‘Os Pingos nos Is’, da Jovem Pan, onde o governador abordou diferentes temas da conjuntura política. Ao comentar o que chama de “ativismo judicial”, Caiado atribuiu o fenômeno à falta de liderança do atual chefe do Executivo federal.
Na área da segurança pública, o pré-candidato disse ter um plano claro caso seja eleito presidente. Segundo ele, pretende reforçar o apoio da União aos estados para a retomada de territórios dominados pelo crime organizado, ampliando a atuação coordenada entre forças federais e estaduais.
Situação com Eduardo Leite
Caiado também comentou divergências dentro do próprio partido. Sobre o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), criticou posicionamentos recentes e a condução política do presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmando que não está sendo construída uma alternativa consistente de “terceira via” para eleitores que rejeitam tanto Lula quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, destacou que mantém diálogo e pontos de convergência com Leite, a quem disse considerar aliado.
Com longa trajetória política, Caiado relembrou que já disputou a Presidência da República em 1989 e reforçou que sua experiência o credencia novamente ao cargo. Ele deixou o governo de Goiás nesta terça-feira (31) para se dedicar integralmente à campanha presidencial.
Fonte: Jovem Pan