Em meio as discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, três petroleiros operados por uma empresa de Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira (3), segundo dados de navegação, refletindo a política do Irã de permitir a passagem de embarcações consideradas amigáveis.
Um navio de contêineres de propriedade da CMA CGM da França transitou pelo Estreito na quinta-feira, dia em que o presidente francês Emmanuel Macron disse que somente esforços diplomáticos, e não uma operação militar, poderiam abrir o Estreito. O navio francês mudou o destino do seu Sistema de Identificação Automática para “Proprietário França” antes de entrar em águas iranianas, sinalizando sua nacionalidade para as autoridades iranianas.
Dois petroleiros de grande porte e um navio-tanque de GNL operado pela Oman Shipping Management também saíram do Golfo na quinta-feira, de acordo com dados da MarineTraffic e da LSEG. Omã, que mediou negociações entre o Irã e os Estados Unidos antes dos ataques, criticou o lançamento de ataques enquanto as negociações estavam em andamento.
A empresa japonesa Mitsui O.S.K. Lines disse na sexta-feira que o navio-tanque Sohar LNG, do qual é coproprietária, cruzou o Estreito, tornando-se o primeiro navio ligado ao Japão e o primeiro transportador de GNL a fazê-lo desde o início do conflito.
O Irã inicialmente fechou o Estreito, rota para cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo e GNL, depois que ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro levaram a um conflito cada vez maior. Posteriormente, o governo disse que permitiria o trânsito de navios sem vínculos com os EUA ou com Israel.
Os mercados de petróleo e commodities estão ansiosos por sinais de que o tráfego está sendo retomado. Vários navios-tanque e porta-contêineres conseguiram escapar do bloqueio nas semanas anteriores, mas a atividade foi rapidamente seguida por dias de paralisação total.
*Reuters
Fonte: Jovem Pan