Enquanto grande parte dos estados brasileiros aderiu a um acordo com o governo federal para reduzir o preço do diesel, Rondônia decidiu não participar da medida e pode acabar entre os locais com combustível mais caro do país nas próximas semanas. A decisão também foi tomada pelo Rio de Janeiro e rompe a uniformidade esperada na política de redução de preços.
O acordo prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel, sendo metade custeada pela União e a outra metade pelos estados, por meio da redução do ICMS. Na prática, apenas os estados que aceitaram abrir mão de parte da arrecadação terão o desconto completo repassado ao consumidor.
Com a recusa, Rondônia não terá a redução integral no preço do diesel, o que pode resultar em valores significativamente mais altos em comparação a outros estados. Estimativas apontam que, enquanto em regiões que aderiram ao acordo o litro pode variar entre R$ 6,30 e R$ 6,50, em estados que ficaram de fora o valor pode ultrapassar R$ 7,50.
A decisão acende um alerta para os impactos diretos na economia local. O diesel é um dos principais combustíveis utilizados no transporte de cargas, e qualquer aumento ou manutenção de preços elevados tende a refletir no custo do frete, pressionando o preço final de alimentos, insumos e outros produtos essenciais.
Em um estado como Rondônia, onde a logística já é um desafio devido às longas distâncias e à dependência do transporte rodoviário, o efeito pode ser ainda mais significativo. Setores produtivos, comerciantes e consumidores podem sentir no bolso a diferença nas próximas semanas.
A medida também abre espaço para debate sobre o equilíbrio entre arrecadação estadual e o custo de vida da população, especialmente em um momento de pressão econômica e alta nos preços de itens básicos.
Fonte: Agência Brasil