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CPMI DO INSS: base do governo entrega relatório à PF

Parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregaram nesta terça-feira (7) um relatório alternativo da CPMI do INSS ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o vice-líder do governo no Congresso, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), o parecer foi feito por dois terços dos integrantes da comissão, o que, segundo o parlamentar, representa “expressa posição majoritária”.
Segundo Pimenta, o relatório, que tem mais de mil páginas, detalha as mudanças que aconteceram a partir de 2016 e que possibilitaram que o escândalo do INSS viesse à tona. “A mesma diretoria do INSS que mudou as regras internas que possibilitaram o roubo dos aposentados foi a diretoria que mudou as regras para permitir que o Bolso Master (referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao Banco Master) pudesse ter acesso ao consignado e outros mecanismos para fraude do banco”.
O relatório também foi levado à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF). Nesta quarta-feira (08), os deputados devem entregar às 19h, o documento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes.
O parecer alternativo propõe o indiciamento de 130 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários e a continuidade das investigações com indícios de crime que envolvem 71 pessoas. Entre os alvos do documento estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Flávio, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni.
Durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Brasília, Paulo Pimenta afirmou que, durante a elaboração do documento, foi identificado o comando da inteligência que permitiu a nomeação de pessoas em cargos-chave, mudança de normas e medidas provisórias.
Ainda segundo Pimenta, o presidente da CPMI também teria sabotado o relatório da maioria: “O presidente da CPMI, senador Viana, sabotou o relatório da maioria, não o colocou em votação e não o anexou nos documentos para serem enviados ao órgão”.


Fonte: Jovem Pan

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