A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, deu uma declaração à imprensa nesta quinta-feira (9) sobre o caso Jeffrey Epstein, bilionário conhecido por chefiar um esquema de tráfego sexual de menores. Ela disse que “nunca foi amiga de Epstein” e afirmou que “essas mentiras” que a ligam ao “vergonhoso Jeffrey Epstein precisam acabar hoje”.
Em seu pronunciamento, Melania afirmou que ela e Donald Trump eram convidados para as mesmas festas que Epstein e que, na época, não tinha conhecimento de suas atividades criminosas. Ela esclareceu também que não foi o bilionário que a apresentou para Trump, já que ela conheceu seu marido em 1998 e a primeira vez que cruzou o caminho de Epstein foi no ano 2000.
A primeira-dama também fez questão de negar qualquer relação com Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein. “Minha resposta por e-mail para Maxwell não pode ser classificada como nada além de uma correspondência casual. Minha resposta educada ao e-mail dela não passa de uma nota trivial. Não sou vítima de Epstein”, falou.
O e-mail enviado por Melania a Maxwell é de 2002 e foi um dos tantas correspondências divulgadas junto com outros arquivos sobre o caso pelo governo dos EUA. Nele, a primeira-dama comenta com Maxwell sobre uma publicação na revista New York Magazine a respeito do bilionário, segundo divulgado pela Reuters. “Ótima matéria sobre a JE na revista NY. Você está ótima na foto. Me liga quando voltar para Nova York”, dizia o e-mail da primeira-dama.
Melania garantiu que seus advogados continuarão a combater “mentiras infundadas” e a zelar pela sua “reputação ilibada”. “Sem hesitar. Até o momento, diversas pessoas e empresas foram legalmente obrigadas a se desculpar publicamente e retratar suas mentiras a meu respeito”, afirmou.
A primeira-dama finalizou seu pronunciamento fazendo um apelo para o Congresso americano agir. “Epstein não estava sozinho. Vários executivos proeminentes renunciaram a seus cargos de poder depois que o assunto se tornou amplamente politizado. É claro que isso não significa culpa, mas ainda assim precisamos trabalhar de forma aberta e transparente para descobrir a verdade”, declarou.
Fonte: Jovem Pan