“Fui surpreendido.” Foi assim que Gilberto Waller reagiu à decisão do governo de demiti-lo da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em conversa com o blog, Waller disse que foi informado da exoneração por volta das 10h30 desta segunda-feira (13), sem aviso prévio ou explicação formal sobre quem teria tomado a decisão.
Segundo ele, não houve conversa direta com o ministro da Previdência, mas apenas um contato com o secretário-executivo da pasta, que o comunicou de que sua saída já estava definida – haviam “decidido” pela demissão, mas não sabia apontar o responsável pela iniciativa.
Gilberto Waller Júnior foi nomeado presidente do instituto em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social.
O agora ex-presidente do INSS rechaçou a versão de que sua exoneração estaria relacionada ao agravamento das filas para concessão de benefícios. De acordo com Waller, o principal gargalo hoje estaria concentrado na estrutura da Previdência, e não na gestão direta do instituto.
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Waller assumiu o comando do INSS em meio a um escândalo envolvendo o órgão, com a missão de conduzir uma espécie de “faxina” administrativa e recuperar a credibilidade da instituição.
Desde o início da gestão, porém, sua relação com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, foi marcada por divergências e desentendimentos. Segundo relatos de bastidores, os dois nunca se alinharam e passaram a atuar em rota de colisão.
Procurado pelo blog, Wolney confirmou a saída de Waller, mas apresentou outra justificativa. Segundo o ministro, o momento inicial de reorganização do INSS já teria sido superado, e agora o governo busca um presidente com um perfil mais técnico para conduzir a próxima fase da gestão do órgão.
Novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior
Jornal Nacional/ Reprodução
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