Nos últimos dias, dois lances completamente “fora da bola” geraram expulsões diretas em jogos de alto nível, um na Inglaterra e outro no Brasil. Os casos reacenderam o debate sobre até onde deve chegar a rigidez da arbitragem no futebol moderno.
Na Inglaterra, durante a partida entre Manchester United e Leeds, o zagueiro argentino Lisandro Martínez foi expulso após intervenção do VAR. O motivo? Um puxão de cabelo em Dominic Calvert-Lewin durante uma disputa aérea. A Premier League adotou nesta temporada uma regra mais dura: qualquer puxão intencional de cabelo, mesmo que breve, é considerado “violent conduct” e resulta em cartão vermelho direto.
Aqui no Brasil, o Corinthians viveu situação parecida em menos de duas semanas. Primeiro foi o volante Allan, expulso contra o Fluminense no dia 1º de abril. Depois, André levou vermelho direto contra o Palmeiras, no dia 12 de abril. Em ambos os casos, o VAR entrou em ação e os árbitros puniram os jogadores com cartão vermelho por gesto obsceno (mão na genitália) e conduta antidesportiva grave.
A CBF tem demonstrado que está aplicando rigor maior contra qualquer tipo de provocação de cunho sexual ou vulgar. A mensagem parece clara: o que antes era tratado com tolerância ou rendia apenas cartão amarelo, hoje pode custar a expulsão imediata.
Tanto na Inglaterra quanto no Brasil, as entidades estão endurecendo o jogo. Ações que até pouco tempo atrás passavam despercebidas ou eram punidas de forma branda agora recebem tratamento máximo de severidade.
De um lado, parte da torcida e do meio futebolístico apoia a medida, argumentando que é necessária para “limpar” o futebol, reduzir provocações e proteger a integridade do esporte.
De outro lado, muitos consideram exagero. Para eles, o futebol está perdendo sua alma ao punir gestos impulsivos que fazem parte do calor da disputa.
No fim das contas, tanto o puxão de cabelo de Lisandro Martínez quanto os gestos obscenos no Brasileirão se tornaram símbolos de uma nova realidade: o futebol de 2026 está mais fiscalizado, mais regrado e menos tolerante com qualquer tipo de conduta antidesportiva.
Fonte: Jovem Pan