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STF segue sob tensão após críticas a Fachin por demora em divulgar nota sobre relatório de CPI

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, não gostou das críticas internas feitas por colegas de que demorou a divulgar nota contra o relatório da CPI do Crime Organizado elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
No relatório, o senador pedia o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Relator da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de três ministros do STF e do PGR
Fachin comentou com interlocutores que seus colegas sabem que ele estava tratando do assunto desde cedo, conversou com eles sobre o tema, manifestando sua preocupação com os ataques do senador aos três ministros da Suprema Corte.
Naquele dia, Fachin falou também com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca de uma solução para a crise que se desenhava entre senadores e o STF. Na avaliação do presidente do tribunal, ele soltou na hora certa, num tom institucional.
Interlocutores de Fachin defendem o presidente o tribunal lembrando que ele, na sua posição, não pode colocar o Supremo em guerra com o Senado e jogar mais lenha na fogueira.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin
Victor Piemonte/STF
Enquanto isso, no Palácio do Planalto, o presidente Lula não queria que o ministro Gilmar Mendes entrasse com ação contra Alessandro Vieira, o que o magistrado acabou fazendo tal como havia sinalizado na terça-feira (14).
Para Lula, a decisão de Gilmar Mendes traz mais ruídos para a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça no dia 28 de abril.
O governo espera que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acabe arquivando o pedido do ministro Gilmar Mendes para acabar de vez com mais esse episódio da guerra entre STF e Senado.


Fonte:

g1 > Política

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