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Rondônia sem comando? Presidente do TJ assume governo enquanto população enfrenta crise na saúde

Rondônia sem comando? Presidente do TJ assume governo enquanto população enfrenta crise na saúdeEnquanto pacientes denunciam abandono em hospitais e cirurgias são adiadas por falta de profissionais, o estado de Rondônia vive mais um episódio que levanta questionamentos sobre prioridades da gestão pública.

Entre os dias 15 e 24 de abril, o comando do Executivo estadual está nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça, Alexandre Miguel, que assume interinamente durante a viagem internacional do governador Marcos Rocha aos Estados Unidos.

A substituição está prevista na Constituição Estadual, mas ocorre em um momento delicado: relatos recentes apontam para o colapso no atendimento em unidades de saúde, com pacientes aguardando cirurgias por semanas e enfrentando sucessivos cancelamentos por falta de anestesistas.

Nos corredores dos hospitais, o sentimento é de abandono. Pacientes afirmam que não há respostas, nem previsões. Procedimentos são marcados e desmarcados repetidamente, enquanto casos menos urgentes, segundo denúncias, estariam sendo priorizados.

“Está complicado. A gente fala com médico, com direção, e nada se resolve”, relatou um paciente internado há semanas, aguardando cirurgia.

Outro caso expõe ainda mais a gravidade da situação: um paciente que passou por cirurgia em 2025 afirma que sofreu complicações, perdeu peso drasticamente por infecções e precisou buscar atendimento fora do município por falta de especialistas.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por respostas. A população questiona: quem está, de fato, olhando para os problemas urgentes do estado?

A ausência do governador e a necessidade de substituição no comando do Executivo escancaram uma realidade que vai além da legalidade administrativa — e toca diretamente na percepção de abandono sentida por quem depende dos serviços públicos.

A expectativa agora é que órgãos como o Ministério Público acompanhem as denúncias e que medidas concretas sejam tomadas para evitar que situações como essas continuem se repetindo.

 

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