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Prisão de Ramagem nos EUA expõe possível ruído interno e levanta questionamentos em Washington

A breve detenção do ex-deputado brasileiro Alexandre Ramagem nos Estados Unidos continua gerando repercussões nos bastidores de Washington.
Segundo apuração com fontes ligadas ao Departamento de Estado americano, há sinais de desconforto interno e questionamentos sobre como a operação foi conduzida por autoridades de imigração e sobre o nível de coordenação entre diferentes agências federais envolvidas em temas sensíveis de cooperação internacional.
Embora não haja confirmação pública de uma investigação formal, relatos indicam que discussões internas e revisões informais podem estar em curso para entender:
• Quais canais foram utilizados para viabilizar a detenção;• Se houve comunicação prévia entre os órgãos competentes;• Em que medida autoridades diplomáticas estavam cientes da operação.
A percepção entre interlocutores em Washington é de que, se houve algum tipo de articulação com autoridades brasileiras, ela pode não ter seguido os fluxos institucionais mais altos.

Falta de explicações oficiais
Até o momento, o ICE não apresentou uma explicação detalhada sobre os motivos da prisão nem sobre os critérios que levaram à liberação rápida de Ramagem. A ausência de posicionamento público reforça, segundo fontes, a avaliação de que o caso não foi plenamente coordenado no nível estratégico.
Dentro do governo americano, episódios envolvendo figuras políticas estrangeiras costumam passar por análise interagências, especialmente quando podem ter implicações diplomáticas.
Ramagem foi detido por agentes do ICE, órgão vinculado ao Departamento de segurança interna, e liberado poucos dias depois – um desfecho que, nos bastidores, é visto como indicativo de falta de alinhamento dentro do próprio governo.
O ex-deputado foi condenado no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão, em um processo que também envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro. As acusações incluem tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), deixou o Brasil e passou a viver nos Estados Unidos, sendo considerado foragido pela Justiça brasileira.


Fonte: Jovem Pan

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