O agronegócio brasileiro chega às vésperas das eleições de 2026 em clima de insatisfação com o governo federal. Produtores reclamam de falta de diálogo com o Ministério da Agricultura, crédito caro e ausência de políticas que atendam quem está “na ponta” — o agricultor que planta, colhe e exporta o produto que sustenta o superávit comercial do país.
É nesse cenário que a Norte Show chega à sua edição de 2026 apostando em tecnologia, inovação e, sobretudo, na proximidade com o setor produtivo. A maior feira agropecuária do norte de Mato Grosso, em Sinop, reúne máquinas, insumos e soluções digitais para um produtor que precisa produzir mais com menos — e que cobra do poder público o mesmo esforço.
Não por acaso, a feira virou parada obrigatória da pré-campanha presidencial.
Nesta terça-feira (21), a Norte Show recebe Aldo Rebelo, ex-ministro e pré-candidato à Presidência, que aposta na aproximação com o setor produtivo como parte de sua estratégia eleitoral. Na quarta-feira (22), é a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O movimento não passa despercebido por quem produz. “É um momento de nós ouvirmos a proposta dos candidatos, mas nós levarmos também as nossas demandas para eles. Eles também têm que nos ouvir”, afirma Moisés Debastiani, presidente da Acrinorte — Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso.
Para Debastiani, o recado vai além da visita: “Vão ser cruciais para saber se o cara continua na atividade ou ele fecha as portas, vende a fazenda e vai fazer outra coisa.”
O agro de Mato Grosso — maior estado produtor de grãos, proteína e algodão do país — se consolida como território decisivo para quem quer chegar ao Planalto em 2026.
Fonte: Jovem Pan