A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou nesta quinta-feira (23) a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre ter chamado delegados e agentes da Polícia Federal que estão “fingindo trabalhar” para combater o crime organizado.
Em nota, a ADPF manifestou preocupação diante do ocorrido e afirmou que o “foco do debate deveria estar em temas estruturantes e urgentes para o enfrentamento ao crime organizado”.
Lula fez a fala nesta quinta, durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa, em Planaltina, Distrito Federal. Na ocasião, o petista comentava a nomeação de novos servidores da PF.
O presidente também afirmou que mandou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, chamar todos os servidores que estão fora da corporação para ocupar seus cargos (leia mais abaixo).
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A previsão do Executivo é de que todos os postos na Polícia Federal sejam ocupados até o fim do ano.
“Não se deve induzir a sociedade a acreditar que a anunciada medida de retorno será o que irá vencer o crime organizado”, diz um trecho da nota da Associação.
Nesse contexto, a entidade elenca uma série de limitações técnicas e de mão de obra enfrentadas pela Polícia Federal e frisa a necessidade de implementar políticas consistentes de valorização, retenção de talentos e financiamento adequado da instituição.
“Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, prossegue em outro parágrafo.
A Associação reforçou a importância do diálogo contínuo com o governo federal para o aperfeiçoamento das “políticas de segurança pública em benefício da sociedade brasileira”.
O presidente Lula (PT) em agenda no Palácio de Herrenhause, na Alemanha, em 20 de abril de 2026.
Ricardo Stuckert / PR
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