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Governo Lula ainda busca aceno de Alcolumbre para aprovação ‘sem sustos’ de Jorge Messias para o STF

Na semana decisiva, com sabatina marcada para quarta-feira (29), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda busca um aceno do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), para garantir uma aprovação sem sustos do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Até agora, Alcolumbre não recebeu Messias para uma conversa e não há previsão nesta reta final.
Ministro da Articulação Política, José Guimarães, tenta obter pelo menos um gesto público do senador dizendo não ter nada contra o nome de Messias.
Seria o suficiente para evitar qualquer surpresa de última hora. Guimarães tem conversado nos últimos dias com o presidente do Senado diante da primeira votação importante dele como novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais.
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O governo confia numa aprovação de Jorge Messias, mas sabe que precisa trabalhar até o dia da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e depois no plenário do Senado.
Sabatina que pode durar mais de dez horas. O advogado-geral da União, indicado por Lula, precisa de pelo menos 41 votos. Hoje, o governo avalia que ele já teria 48 votos, mas apenas um gesto negativo de Alcolumbre pode colocar esse placar em risco.
Jorge Messias e David Alcolumbre
Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Negociações
Lula tem acompanhado de perto as negociações. Sabe que, no Senado, ele precisa entrar em campo, principalmente porque o seu líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), segue não sendo recebido por Alcolumbre depois de um desentendimento no ano passado.
Com isso, Lula tem Guimarães e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). Esse último é muito próximo de Alcolumbre.
Por enquanto, o governo conseguiu tirar de Alcolumbre pelo menos o compromisso de que não irá atrapalhar a votação de Jorge Messias.
Só que o governo avalia que seria muito importante uma fala do presidente do Senado, pelo menos no plenário no dia da votação, colocando sua posição, que sempre foi a favor da indicação de Rodrigo Pacheco para o STF, mas dizendo não ter nada contra o nome de Messias.


Fonte:

g1 > Política

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