O advogado-geral da União Jorge Messias participa de sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), se emocionou, embargou a voz e chegou a pedir um lenço para enxugar o rosto ao longo da sabatina a que é submetido no Senado, em Brasília, nesta quarta-feira (29).
Os temas que mais emocionaram a Messias têm a ver com sua história. O primeiro momento ocorreu quando falou sobre seus pais, Edna e Edson. Em seguida, ficou com a voz rouca ao lembrar sua infância em Pernambuco e uma mudança para o Piauí. Também embargou a voz ao citar seu ingresso na Faculdade de Direito do Recife, em 1998.
Assista a íntegra da fala de Jorge Messias em sabatina no Senado
Depois, Messias se emocionou enquanto se referia ao senador Jacques Wagner (PT-BA), do qual foi assessor no Congresso.
“Senador Jaques Vagner, fui acolhido na assessoria de Vossa Excelência, aqui nessa Casa, tive um período virtuoso de minha vida, diria até de epifanias”, disse.
O advogado-geral da União precisou parar para assoar o nariz e limpar os olhos enquanto respondia a questionamentos do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação que elogiou sua trajetória. “O senhor colocou questões que são muito profundas para mim”, disse Messias.
“Eu sou beneficiário dos direitos sociais que o Constituinte de 1988 levou ao povo brasileiro. Essa é a minha história de vida. E, se consigo chegar até aqui, a partir do concurso público, porque o concurso público pressupõe a impessoalidade, porque o concurso público pressupõe a meritocracia, sem ter parentes no Judiciário, sem ter parentes em nenhum outro cargo…Eu fui a primeira pessoa da minha família a conseguir um cargo público pelo concurso”, afirmou Messias.
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