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Desenrola 2: o problema vai continuar

Com o alto endividamento das famílias, o governo lança seu segundo programa de renegociação de dívidas a fim de tirar os brasileiros das dívidas. Para isso, os devedores que ganham até 5 salários mínimos poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar suas dívidas.
A medida proposta pelo governo é paliativa e de cunho eleitoreiro, sem resolver a questão, ao não atacar as causas estruturais do alto endividamento dos brasileiros.
Uma dessas causas é o alto custo de vida ocasionado por períodos inflacionários, nos quais o governo teve culpa com sua política fiscal expansionista.  Com a elevação dos preços de produtos e serviços, muitos brasileiros recorreram a empréstimos para pagarem as suas contas do dia a dia.
Outra causa do alto endividamento familiar é os juros elevados, o que torna impossível para aquele que contraiu um empréstimo sair da sua dívida. Em parte, a taxa de juros é muito alta no país por conta do elevado gasto público e de uma Justiça que favorece mais o devedor, e menos o credor.
Se o governo, em vez de oferecer programas de desconto de dívida, que podem inclusive incentivar a mais endividamento – afinal, o devedor sabe que o Estado no final irá salvá-lo -, cortasse gastos públicos e atacasse a insegurança jurídica, os resultados seriam muitos melhores e sustentáveis.
Infelizmente, como este caminho é mais de médio e longo prazo, o governo prefere apostar no Desentola 2.0 para colher resultados eleitorais, sem resolver a questão de fato.


Fonte: Jovem Pan

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