Os Estados Unidos “não buscam um conflito” no Estreito de Ormuz, onde sua Marinha iniciou uma operação para garantir a livre navegação comercial, mas qualquer ataque iraniano provocará uma resposta “devastadora”, declarou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, nesta terça-feira (5).
“Não estamos buscando um conflito. Mas também não podemos permitir que o Irã bloqueie países inocentes e suas mercadorias em uma via navegável internacional”, disse Hegseth em uma coletiva de imprensa.
“Se atacarem tropas americanas ou embarcações comerciais inocentes, enfrentarão um poder de fogo americano esmagador e devastador“, declarou ele.
O cessar-fogo declarado em 8 de abril permanece em vigor, afirmou o chefe do Pentágono, que insistiu em separar os ataques contra o Irã desta operação naval.
No entanto, as Forças Armadas estão prontas para retomar as hostilidades se receberem ordens, acrescentou o comandante do Estado-Maior conjunto, general Dan Caine.
“Nenhum adversário deve confundir nossa atual contenção com falta de determinação”, disse o general aos repórteres.
Por outro lado, o Irã subiu o tom das ameaças nesta terça-feira diante da operação dos Estados Unidos para escoltar navios no Estreito de Ormuz, um dia após vários ataques na região que colocaram o cessar-fogo em perigo.
Washington e Teerã travam uma disputa pelo controle da passagem estratégica, por onde transitava 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos antes da guerra.
“Sabemos perfeitamente que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, advertiu Mohamad Bagher Ghalibaf, o principal negociador iraniano, em uma mensagem na rede social X.
“A segurança do transporte marítimo e do trânsito energético foi ameaçada pelos Estados Unidos, cuja presença maligna diminuirá”, acrescentou Ghalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã – que provocou milhares de mortes, principalmente na República Islâmica e no Líbano -, Teerã controla a via estratégica.
Fonte: Jovem Pan