Os Emirados Árabes Unidos informaram, nesta terça-feira (5), que seus sistemas de defesa aérea estão interceptando mísseis e drones originários do Irã pelo segundo dia consecutivo, semanas após o frágil cessar-fogo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã.
“Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos estão interceptando ativamente mísseis e ameaças de veículos aéreos não tripulados”, afirmou o Ministério da Defesa em um comunicado divulgado no X, no qual acrescentou que os dispositivos são originários do Irã.
A trégua entre Estados Unidos e Irã corre sério risco devido aos enfrentamentos desta segunda-feira (4) em torno do estratégico Estreito de Ormuz e pela retomada dos ataques de Teerã contra um de seus vizinhos do Golfo, os Emirados Árabes Unidos.
Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Cerca de 20.000 marinheiros estão imobilizados na região, segundo um alto funcionário da agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Os ataques, os primeiros voltados contra instalações civis em um país do Golfo em mais de um mês, reacenderam os temores dos mercados, onde os preços do petróleo dispararam.
A instalação petrolífera de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, uma das poucas acessíveis na região sem passar pelo estreito, foi atacada por um drone que provocou um incêndio. Três cidadãos indianos ficaram “moderadamente feridos”, segundo as autoridades locais.
Os Emirados Árabes também anunciaram que foram alvo de quatro mísseis de cruzeiro “lançados do Irã”, dos quais três foram interceptados e um caiu no mar, segundo o Ministério da Defesa. Um navio-petroleiro da empresa estatal Adnoc também foi atacado por dois drones iranianos.
O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder.
Fonte: Jovem Pan