Brasília – DF- 29/04/2026 – Senador Ciro Nogueira durante sessão do Senado Federal
Lula Marques/ Agência Brasil
O Progressistas (PP) adiou evento de apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), previsto para a próxima segunda-feira (11), na capital paulista. O PP é presidido pelo senador Ciro Nogueira, que foi alvo nessa quinta-feira (7) de operação da Polícia Federal, fase da Compliance Zero.
De acordo com as investigações, Ciro Nogueira recebia mesada de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador teve ainda contas em hotéis e restaurantes de luxo e voos em jatinho custeados por Vorcaro. A PF encontrou indicações de que Nogueira apresentou uma emenda no Senado redigida pelo Master.
Segundo integrantes do PP, a decisão foi tomada em conjunto, depois de uma conversa entre o governador e o presidente da sigla, Ciro Nogueira, na quinta-feira. A assessoria de Tarcísio nega que ele tenha tido contato com o senador.
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Apesar do adiamento do evento, o apoio do PP a Tarcísio nas eleições de outubro segue de pé.
Ciro Nogueira como “destinatário central” de vantagens indevidas
A Polícia Federal aponta que Ciro Nogueira era o “destinatário central” das vantagens indevidas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, do Master.
A PF dá como exemplo da relação de favorecimento entre Vorcaro e Nogueira uma emenda apresentada pelo senador à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Autonomia Financeira do Banco Central (BC).
Na parte financeira, a investigação aponta o recebimento frequente de vantagens, como pagamentos mensais, compra de participação em empresa com desconto considerado elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. Também há indícios de recebimento de dinheiro em espécie.
Em nota, a defesa do senador afirma que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
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