O governo quer aprovar até o fim do ano o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel, o chamado B16, apurou o g1. Atualmente, o percentual da mistura está em 15%.
Nesse contexto, o Executivo prevê para este mês o início dos testes para avaliar se o aumento da mistura pode ser implementado sem causar impactos negativos aos veículos em circulação no país.
Os ensaios vão contar com cerca de R$ 30 bilhões em recursos do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT), além de aportes privados.
A comprovação da viabilidade técnica da mistura é condição para que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) possa deliberar sobre a elevação do teor de biodiesel no diesel.
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Hoje, a estrutura disponível para os testes conta com 11 laboratórios mecânicos, cinco laboratórios fisioquímicos e seis bancadas de ensaio, equipamentos usados para avaliar desempenho e identificar possíveis falhas em componentes hidráulicos e mecânicos.
Técnicos envolvidos na discussão ressaltam que, caso a capacidade operacional seja ampliada, os testes poderão ser concluídos antes do prazo inicialmente previsto.
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Cid Barbosa
Endosso de Lula
A discussão sobre o aumento da mistura ganhou força após defesa pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês passado.
“De um por cento em um por cento, a gente vai convencer o mundo de que, se alguém quiser inventar combustível renovável, não precisa gastar em pesquisa. Venha ao Brasil, que nós faremos transferência de tecnologia”, afirmou.
Pelo cronograma previsto na Lei do Combustível do Futuro, a elevação gradual da mistura já deveria ter avançado, o que acabou sendo concretizado, ainda que haja pressão do setor produtivo.
A legislação prevê aumento anual de um ponto percentual na mistura de biodiesel ao diesel, com possibilidade de atingir 20% até 2030.
Já a elevação do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, o E32, já conta com testes de viabilidade e só aguarda decisão do CNPE.
Não há, no entanto, data para que o colegiado trate do tema, embora o cenário macroeconômico favoreça o aumento, destacam técnicos.
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