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TCU libera novos consignados do INSS até análise final de recurso do governo

O ministro Marcos Bemquerer, do Tribunal de Contas da União (TCU), acolheu recurso apresentado pelo governo e autorizou a retomada da concessão de novos empréstimos pessoais consignados, apurou o g1.
As modalidades “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício”, no entanto, continuam suspensas.
No recurso encaminhado à Corte, o governo solicitava a concessão de efeito suspensivo até o julgamento do mérito da ação envolvendo os novos empréstimos consignados.
No documento, o Executivo argumentou que a suspensão do empréstimo pessoal consignado com desconto em folha teria “relevantes impactos sociais e econômicos”, ao empurrar segurados para modalidades de crédito mais caras, para a informalidade ou até para situações de superendividamento.
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Segundo o governo, a medida também reduziria a circulação de recursos em setores sensíveis da economia.
O g1 apurou que integrantes do governo se reuniram com o ministro na manhã de quarta-feira (6) para apresentar os argumentos do recurso.
Em um novo encontro realizado nesta sexta (8), ficou definido o desbloqueio da modalidade.
Entenda o caso
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o INSS suspendesse imediatamente concessão de novos empréstimos pessoais consignados até que as travas de segurança e controles internos estejam adequados no sistema eConsignado.
A Corte de Contas também mandou suspender novas concessões de crédito consignado nas modalidades “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício” até que o tribunal volte a decidir sobre o tema.
Segundo o ministro relator, Marcos Bemquerer, as medidas são necessárias diante do risco iminente de danos ao erário e aos segurados do INSS, visto que a ausência desses controles permite a ocorrência de fraudes críticas, como consignações em nome de pessoas falecidas, contratações sem suporte contratual ou com identificação biométrica prejudicada, entre outros.
🔎A decisão foi dada no contexto de uma representação que apontou indícios de práticas abusivas e fraudulentas em empréstimos consignados, impulsionadas pelo vazamento de dados sigilosos de aposentados e pensionistas do INSS.
Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília (DF)
Wilton Junior/Estadão Conteúdo


Fonte:

g1 > Política

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