Chico Pinheiro, jornalista e apresentador do ICL, revelou que descobriu um câncer no intestino. Sem especificar quando a descoberta aconteceu, o ex-âncora do Bom Dia Brasil contou que passou “um mês e pouco internado” após complicações ocorridas em um procedimento médico.
O desabafo aconteceu durante uma conversa com Zeca Baleiro para o programa Chico Pinheiro Entrevista, que será disponibilizada às 19h desta segunda-feira (11), no canal do ICL no YouTube. O trecho foi publicado nas redes sociais do veículo.
“Vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar dela, mas é inevitável, porque eu vou puxar uma música sua”, disse o jornalista de 72 anos ao músico. “Passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo”, seguiu, dizendo que o processo, envolvendo robôs, deveria mantê-lo no hospital por cerca de três dias.
“Só que teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico”, explicou Pinheiro, dizendo que uma “aderência intestinal” levou à necessidade de uma cirurgia. “Passei uns belos dias na UTI. E a coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Ouvi você cantar uma música todo o tempo. Ouvia e chorava. Não era chorar de medo nem de nada, não. Era de perceber as pessoas que, na correria, você não vê, né?”
A música em questão era Flor da Pele, lançada em 1997. Enquanto Pinheiro contava a história, Baleiro, 60, empunhou o violão e começou a tocá-la, dedicando a performance ao jornalista.
“Você entra no hospital como doente. Agora, para virar paciente, você tem que exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar. Então, eu ouvia essa música e chorava muitas vezes”, concluiu o jornalista.
Na Globo entre 1977 e 2022, Pinheiro assinou com o ICL cerca de um ano depois. No instituto, ele apresenta o ICL Notícias e o Chico Pinheiro Entrevista, onde já recebeu nomes como Dráuzio Varella, a psicanalista Vera Iaconelli, o pastor Henrique Vieira, o ator Pedro Cardoso e o teólogo Leonardo Boff.
Fonte: Jovem Pan