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Quaest: 49% desaprovam e 46% aprovam o governo Lula

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que 49% desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 46% aprovam.
É um cenário de variação nos dois indicadores em relação à pesquisa anterior, de abril. Naquele mês, 52% desaprovavam o governo e 43% aprovavam.
A cinco meses da eleição, Lula tenta melhorar seus índices para tentar um novo mandato. No começo do mês, o governo lançou o programa “Desenrola 2.0”, para renegociação de dívidas com uso do FGTS. Nesta semana, anunciou um novo programa de combate ao crime organizado.
Veja os números:
Desaprova o governo: 49% (eram 52% em abril e 51% em março);
Aprova: 46% (eram 43 em abril e 44% em março);
Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em abril e em março).
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Entre as mulheres, 44% desaprovam e 48% aprovam o governo. Nesse público, em abril, o índice de desaprovação era de 49%, e o de aprovação era de 45%. O eleitorado feminino é considerado fundamental na disputa presidencial.
Já entre os brasileiros de 16 a 34 anos, 55% desaprovam e 41% aprovam. Em abril, o percentual era de 56% de desaprovação e 40% de aprovação.
O Nordeste ainda é a região em que Lula tem a maior aprovação, de 63% (eram 63% em abril e 65% em março). Nas demais regiões, a desaprovação é mais alta: Sudeste (54%), Sul (61%) e Centro-Oeste/Norte (52%).
Entre os católicos, a desaprovação era de 46% em abril e marca 42% agora. A aprovação, que estava em 49% no mês passado, neste mês é de 55%. A desaprovação entre os evangélicos saiu de 61% em março para 65% neste mês, uma variação de 3 pontos percentuais.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.
O presidente Lula vai tentar o quarto mandato nas eleições de outubro
Wallison Breno/PR
Recortes do levantamento
A Quaest apresentou os dados de aprovação do governo Lula por diferentes recortes:
Gênero
Mulheres:
44% desaprovam (eram 49% em abril e 48% em março);
48% aprovam (eram 45% em abril e 46% em março);
8% não sabem ou não responderam (eram 6% em abril e em março).
Homens:
55% desaprovam (eram 55% em abril e em março);
43% aprovam (eram 42% em abril e 41% em março);
2% não sabem ou não responderam (eram 3% em abril e 4% em março).
Idade
16 a 34 anos
55% desaprovam (eram 56% em abril e em março);
41% aprovam (eram 40% em abril e em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 4% em abril e em março).
35 a 59 anos
48% desaprovam (eram 54% em abril e 53% em março);
47% aprovam (eram 41% em abril e 42% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 5% em abril e em março).
60 anos ou mais
51% aprovam (eram 51% em abril e 53% em março);
43% desaprovam (eram 44% em abril e 42% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 5% em abril e em março).
Posicionamento político
Lulista
96% aprovam (eram 95% em abril e em março);
3% desaprovam (eram 4% em abril e em março);
1% não sabe ou não respondeu (era 1% em abril e em março).
Esquerda não lulista
85% aprovam (eram 86% em abril e 84% em março);
11% desaprovam (eram 9% em abril e 12% em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 5% em abril e 4% em março).
Independente
37% aprovam (eram 32% em abril e 33% em março);
52% desaprovam (eram 58% em abril e 57% em março);
11% não sabem ou não responderam (eram 10% em abril e em março).
Direita não bolsonarista
9% aprovam (eram 8% em abril e 9% em março);
90% desaprovam (eram 90% em abril e 89% em março);
1% não sabem ou não responderam (eram 2% em abril em março).
Bolsonarista
5% aprovam (eram 4% em abril e 6% em março);
92% desaprovam (eram 95% em abril e 93% em março);
3% não sabe ou não respondeu (era 1% em abril e em março).
Região
Nordeste
63% aprovam (eram 63% em abril e em março e 61% em fevereiro);
33% desaprovam (eram 32% em abril e 31% em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 5% em abril e 4% em março).
Sudeste
40% aprovam (eram 38% em abril e 37% em março);
54% desaprovam (eram 58% em abril e em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 4% em abril e 5% em março).
Sul
35% aprovam (eram 32% em abril e 35% em março);
61% desaprovam (eram 62% em abril e 60% em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 6% em abril e 5% em março).
Centro-oeste/Norte
42% aprovam (eram 36% em abril e em março);
52% desaprovam (eram 58% em abril e 59% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 6% em abril e 5% em março).
Escolaridade
Ensino Fundamental
53% aprovam (eram 54% em abril e 53% em março);
41% desaprovam (eram 42% em abril e 41% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 4% em abril e 6% em março).
Ensino Médio
42% aprovam (eram 37% em abril e 38% em março);
53% desaprovam (eram 57% em abril e 58% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 6% em abril e 4% em março).
Ensino Superior
36% aprovam (eram 34% em abril e em março);
59% desaprovam (eram 62% em abril e em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 4% em abril e em março);
Religião
Católica
55% aprova (eram 49% em abril e em março);
42% desaprova (eram 46% em abril e 47% em março);
3% não sabem ou não responderam (eram 5% em abril e 4% em março).
Evangélica
65% desaprova (eram 68% em abril e 61% em março);
30% aprova (eram 28% em abril e 33% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 4% em abril e 6% em março).
Renda familiar
Até 2 salários mínimos (SM)
54% aprova (eram 57% em abril e 55% em março);
40% desaprova (eram 37% em abril e 39% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 6% em abril e em março).
Mais de 2 SM a 5 SM
52% desaprova (eram 57% em abril e 54% em março);
43% aprova (eram 38% em abril e 41% março);
5% não sabem ou não responderam (eram 5% em abril e em março).
Mais de 5 SM
58% desaprova (eram 62% em abril e 63% em março);
39% aprova (eram 35% em abril e 34% em março);
3% não sabem ou não responderam (eram 3% em abril e em março).
Bolsa Família
Beneficiários do programa
57% aprovam (eram 59% em abril e 57% em março);
38% desaprovam (eram 37% em abril e 38% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 4% em abril e 5% em março).
Não é beneficiário
53% desaprova (eram 56% em abril e 55% em março);
42% aprova (eram 39% em abril e 40% em março);
5% não sabe ou não respondeu (eram 5% em abril e em março).
Avaliação do governo
Para 39%, a avaliação do governo é negativa, para 34%, é positiva.
Veja os números:
Negativo: 39% (eram 42% em abril e 43% em março);
Positivo: 34% (eram 31% em abril e em março);
Regular: 25% (eram 26% em abril e 25% em março);
Não sabe/não respondeu: 2% (era 1% em abril e em março).
Questionados se Lula merece ou não se reeleger, 41% responderam que o presidente merece mais quatro anos. Já 55% disseram que ele não merece.
Veja os números:
Merece mais 4 anos: 41% (eram 38% em abril e 37% em março);
Não merece mais 4 anos: 41% (eram 59% em abril e em março);
Não sabem/não responderam: 4% (eram 3% em abril e 4% em março).
38% dos entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção certa e 53%, que está na direção errada.
Veja os números:
Na direção certa: 38% (eram 34% em abril e 35% em março);
Na direção errada: 53% (eram 58% em abril e em março);
Não sabem/não responderam: 9% (eram 8% em abril e 7% em março).
O que dá mais medo
Segundo a Quaest, os eleitores têm menos medo de um novo governo Lula do que da volta da família Bolsonaro ao poder. Para 7%, as duas possibilidades amedrontam, enquanto 3% não têm medo de nenhuma delas.
Veja os números:
Medo da volta da família Bolsonaro ao poder: 44%
Medo de mais um governo Lula: 42%
Medo dos dois: 7%
Medo de nenhum dos dois: 3%
Não sabem/não responderam: 3%
A Quaest também quis saber se Lula e Flávio Bolsonaro são vistos pelos eleitores como mais moderados que o PT e a família Bolsonaro, respectivamente. 40% responderam que Lula é mais moderado que o PT, e 39% disseram que Flávio é mais moderado que a sua própria família.
Veja os números:
Lula é mais moderado que o PT: 40%
Lula não é mais moderado que o PT: 45%
Não sabem/não responderam: 15%
Flávio Bolsonaro é mais moderado que a família: 39%
Flávio Bolsonaro não é mais moderado que a família: 47%
Não sabem/não responderam: 14%


Fonte:

g1 > Política

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