Pular para o conteúdo
Destaques Geral

PF corta na própria carne quando necessário, diz diretor-geral sobre investigação que mira agentes ligados ao caso Master

2 minutos de leitura

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta quinta-feira (14) que o fato de a nova fase da Operação Compliance Zero revelar o envolvimento de integrantes da própria corporação com esquemas criminosos do Banco Master é uma demonstração de que a PF “não protege, nem, persegue, age com autonomia e corta na própria carne quando necessário”.

“Como sempre tenho dito, a Polícia Federal trabalha de maneira técnica, imparcial e em busca da melhor instrução das suas investigações”, afirmou Andrei ao blog.

“Essa operação de hoje não deixa dúvidas e serve, também, para valorizar a quase totalidade dos policiais federais, que agem com correção e dedicação, e reafirmar que não há hipótese de transigirmos com desvio de conduta”, disse o diretor da PF.

A investigação da Polícia Federal aponta que integrantes da própria corporação, entre eles uma delegada e policiais em atividade e aposentados, atuavam para intimidar desafetos, obter informações sigilosas e monitorar adversários de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Os suspeitos participavam do núcleo chamado de “A Turma”, voltado para a prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais a favor dos interesses de Vorcaro.

Este grupo integrava a estrutura paralela de vigilância supostamente comandada pelo banqueiro, que está preso.

A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, sobre fraudes financeiras ligadas ao Master.

A ação mira o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, e outros seis alvos de mandados de prisão, além de 17 alvos de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (14).