Campeão mundial em 1994, Raí nasceu em 15 de maio de 1965 e foi o camisa 10 da seleção na conquista do tetra. Entretanto, ele perdeu a titularidade ao longo da Copa, disputada nos Estados Unidos. Pouca gente sabe, mas o ex-jogador era o capitão do Brasil e não Dunga.
Ainda como titular, Raí atuou nos jogos da primeira fase: Rússia, Camarões e Suécia. Entretanto, a partir das oitavas de final, contra os Estados Unidos, o técnico Carlos Alberto Parreira decidiu colocar Mazinho, que estava melhor preparado fisicamente. Naquele momento, Dunga se tornou o capitão. Em 2023, fiz uma entrevista com Raí que admitiu ter chegado ao mundial esgotado: “Não tenho nenhuma frustração. Claro que não é a Copa dos sonhos, mas eu vinha de três anos no auge, 1991, 1992 e 1993, com títulos Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial. Então, é natural você sofrer uma queda física e até mental. Uma pena que isso tenha acontecido na Copa. Passei três anos praticamente sem férias, além dos desafios da minha adaptação ao futebol da França”.
Contra a Holanda, nas quartas de final, Raí entrou durante a partida no lugar de Mazinho: “O time nos jogos eliminatórios mostrou toda a sua força, sua competitividade, sendo um time guerreiro e foi passando por todos os obstáculos. E o grande jogo da Copa foi Brasil e Holanda, um jogaço, com cinco gols e o Brasil mostrou que não só se defendia bem, mas podia fazer muitos gols. Então, foi se moldando o grupo campeão mundial”. A vitória contra os holandeses, em Dallas, por 3 a 2, colocou a seleção brasileira nas semifinais da Copa.
Raí, que marcou época no São Paulo e no PSG, da França, não se esqueçe do retorno ao Brasil depois da conquista do tetra: “Quando a gente chega de avião e entra no espaço aéreo brasileiro e aparecem dois caças para nos receber como se fôssemos heróis de guerra, a gente pousa em Recife e vê aquela multidão, milhões e milhões de pessoas na rua esperando, isso é o que dá a noção do diferencial gigantesco que é ser campeão do mundo”
Fonte: Jovem Pan