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Efeito Flávio Bolsonaro: dólar fecha a R$5,06

Em três dias, o dólar subiu de R$ 4,89 para R$ 5,06, uma alta de 17 centavos (3,47%). Dessa vez, a elevação não tem nada a ver com a piora fiscal, as tarifas protecionistas de Trump ou o aumento do risco geopolítico no Oriente Médio. A disparada da moeda norte-americana tem relação com o cenário político-eleitoral brasileiro, especificamente com Flávio Bolsonaro.
Anteontem, o site Intercept divulgou um áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro pedindo dinheiro para a produção do filme sobre o seu pai, Dark Horse. Hoje, o mesmo portal vazou que Eduardo Bolsonaro era o produtor executivo do longa, com acesso aos recursos financeiros da obra cinematográfica.
À luz dos fatos divulgados, apesar de não haver corrupção nessas transações, o mercado financeiro entendeu que a candidatura de Flávio Bolsonaro perdeu força para derrotar Lula. A leitura é que o pedido de dinheiro, um dia antes de Vorcaro ser preso, pegou mal, principalmente para o eleitorado de centro, menos ideológico — justamente aquele que Flávio vinha tentando conquistar.
Com a maior probabilidade de vitória de Lula, o mercado entende que as reformas fiscais ficarão comprometidas na continuidade deste governo. Já com Flávio Bolsonaro, o investidor entenderia que o ajuste nas contas públicas teria mais chance de ocorrer, o que explicava, em parte, a queda recente da moeda norte-americana.
O comportamento do dólar daqui para a frente será ditado, sobretudo, pelas novas informações a serem divulgadas sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. As pesquisas eleitorais nas próximas semanas devem mexer com o meio político e também com o preço dos ativos no mercado financeiro. Para quem gosta de volatilidade, será um prato cheio.


Fonte: Jovem Pan

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