De acordo com informações divulgadas pela CBS News, os cinco mergulhadores italianos, que morreram durante um mergulho nas Maldivas, teriam ido pelo túnel errado ao tentar sair da caverna que exploravam. A informação foi divulgada nesta quinta (21) pela CEO da companhia que recuperou os corpos.
“Não havia saída por aquele caminho” disse Laura Marroni, a CEO da companhia de resgate, quando questionada pela la Repubblica, um dos principais jornais da Italia.
Os mergulhadores finlandeses que trabalhavam para a DAN Europe, empresa de resgate, encontraram os corpos em um corredor sem saída dentro do complexo de cavernas, localizado a cerca de 50 metros de profundidade.
Entenda o caso
Cinco italianos morreram em Maldivas após um acidente durante scooby diving, uma modalidade de mergulho na qual são utilizados equipamentos autônomos para respirar debaixo d’água, permitindo liberdade de movimento e exploração do fundo do mar sem depender de ar da superfície. As informações da BBC.
A polícia informou que o mar estava agitado na região, localizada a cerca de 100 km ao sul da capital Malé. Um alerta amarelo foi emitido para embarcações de passageiros e pescadores. Segundo a imprensa local, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira (14). A tripulação da embarcação de mergulho em que eles viajavam comunicou o desaparecimento após o grupo não retornar à superfície.
As Forças Armadas das Maldivas informaram que um corpo foi encontrado em uma caverna a cerca de 60 metros de profundidade, e acredita-se que os outros quatro mergulhadores também estejam no local.
Quatro dos mergulhadores faziam parte de uma equipe da Universidade de Gênova, incluindo a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha e dois pesquisadores.
Mais tarde, a universidade identificou as vítimas como Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal — que também era estudante —, a pesquisadora Muriel Oddenino e o formado em biologia marinha Federico Gualtieri.
A quinta vítima foi identificada como Gianluca Benedetti, gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho.
Em uma publicação no X, a universidade expressou suas “mais profundas condolências” às vítimas.
Acidentes de mergulho e snorkel são relativamente raros nas Maldivas, embora várias mortes tenham sido registradas nos últimos anos, segundo informações da BBC.
Fonte: Jovem Pan