O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (25) que Israel vai intensificar a ofensiva no Líbano para “esmagar” o Hezbollah. O anúncio foi feito em um momento em que Estados Unidos e Irã buscam chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
“Ordenei uma aceleração das nossas operações”, declarou o primeiro-ministro israelense em um vídeo difundido em seu canal no Telegram. “Vamos intensificar os golpes, intensificar a potência e vamos esmagar” o Hezbollah.
O Exército israelense intensificou nesta segunda-feira os bombardeios no sul do Líbano e atingiu especialmente os arredores da cidade de Tiro, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.
Trégua EUA e Irã
Os Estados Unidos e o Irã podem selar um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio em breve, como sinalizado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, enquanto Teerã, embora confirme as tratativas, insiste que o pacto inicial não limitará seu programa nuclear de imediato.
Em visita à Índia, Rubio demonstrou otimismo: “Acredito na possibilidade de que, nas próximas horas, o mundo receba boas notícias”. A declaração ocorre após o presidente Donald Trump afirmar em suas redes sociais que o acordo “foi amplamente negociado” e está sujeito à finalização entre os EUA, a República Islâmica e nações parceiras.
Segundo Rubio, o entendimento daria início a um processo para garantir “um mundo que não precise mais temer uma arma nuclear iraniana”. No entanto, o desmantelamento do programa atômico continua sendo um ponto de fricção. De acordo com fontes do governo israelense, Trump teria garantido ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que não assinará um texto final sem a remoção de todo o urânio enriquecido do território iraniano.
O Irã afirmou nesta segunda-feira (25) que há avanços nas negociações com os Estados Unidos para acabar com a guerra de maneira duradoura, mas destacou que o acordo não é iminente. “É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em sua entrevista coletiva semanal.
*com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan