A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê o fim da escala 6×1.
O texto estabelece ainda uma transição gradual de até 14 meses para adaptação às novas regras. A PEC segue agora para análise do Senado. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
No primeiro turno, a proposta foi aprovada por 472 votos favoráveis e 22 contrários.
Já no segundo turno, o placar foi de 461 votos a favor e 19 contra. Outros 33 deputados estiveram ausentes da votação.
Como votaram os deputados
O PL concentrou o maior número de votos contrários à proposta. Ao todo, nove deputados da legenda votaram contra a PEC, enquanto 84 votaram a favor e sete estiveram ausentes.
O Novo registrou quatro votos contrários e uma ausência, sem nenhum voto favorável.
No MDB, 34 deputados votaram a favor da proposta, dois contra e três se ausentaram.
O União Brasil teve 32 votos favoráveis, um contrário e uma ausência.
Já o PSD registrou 30 votos favoráveis, um contrário e seis ausências. O PP teve 31 votos a favor, um contra e seis ausentes.
O partido Missão registrou um voto contrário, do deputado Kim Kataguiri (SP).
Já o PT votou de forma unânime a favor da PEC. Todos os 65 deputados do partido participaram da votação e apoiaram o texto.
Votos contrários no 2º turno
Entre os deputados que votaram contra no primeiro turno, três mudaram de posição na segunda votação.
Paulo Marinho Jr. (PL-MA) e Zé Trovão (PL-SC) não participaram da votação final, enquanto Fausto Pinato (União Brasil-SP), que havia votado contra inicialmente, passou a apoiar a proposta no segundo turno.
Bibo Nunes (PL-RS)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Rosangela Moro (PL-SP)
Adriana Ventura (Novo-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Carlos Chiodini (MDB-SC)
Pezenti (MDB-SC)
Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Sérgio Turra (PP-RS)
Kim Kataguiri (Missão-SP)
Deputados ausentes
Os 33 deputados ausentes foram:
Adolfo Viana (PSDB-BA)
Alexandre Leite (União Brasil-SP)
Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
Átila Lins (PSD-AM)
Beto Pereira (Republicanos-MS)
Célio Studart (PSD-CE)
Cobalchini (MDB-SC)
Diego Andrade (PSD-MG)
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Eriberto Medeiros (PSB-PE)
Geovania de Sá (Republicanos-SC)
Guilherme Derrite (PP-SP)
João Carlos Bacelar (PL-BA)
Jorge Araujo (PP-BA)
Julio Arcoverde (PP-PI)
Júlio César (PSD-PI)
Luciano Vieira (PSDB-RJ)
Luiz Lima (Novo-RJ)
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
Marcos Pereira (Republicanos-SP)
Marcos Pollon (PL-MS)
Misael Varella (PSD-MG)
Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
Padovani (PP-PR)
Paulo Marinho Jr (PL-MA)
Pedro Lupion (Republicanos-PR)
Roberto Monteiro Pai (PL-RJ)
Sergio Souza (MDB-PR)
Sidney Leite (PSD-AM)
Silvio Antonio (PL-MA)
Tião Medeiros (PP-PR)
Yandra Moura (União Brasil-SE)
Zé Trovão (PL-SC)
Relatório unificou propostas
O texto aprovado foi elaborado pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA) a partir da unificação de duas PECs que já tramitavam na Casa: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas semanais após dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propunha a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.
Fonte: Jovem Pan