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Rubio é ‘anti-América Latina’ e não gosta do Brasil, diz Lula sobre secretário de Trump

Marco Rubio participa de uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA sobre a proposta orçamentária de Trump para o Departamento de Estado no ano fiscal de 2027, no Capitólio
REUTERS/Kylie Cooper
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (2), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
“Faz pouco tempo que fui aos EUA, o tal do Marco Rubio é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião”, afirmou Lula, em referência ao encontro que teve com Trump no início de maio.
As críticas a Rubio foram feitas durante discurso em um evento em Catalão (GO). Na fala, Lula citou o relatório norte-americano que propõe sobretaxa de 25% a produtos brasileiros e culpou as reuniões de filhos de Bolsonaro com o governo Trump pelas novas sanções ao Brasil.
Os EUA concluíram na segunda-feira (1º) uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com o país.
Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.
Rubio fala de ‘coalizão de aliados’, mas deixa Brasil de fora
Em uma sabatina no Congresso dos EUA, Marco Rubio defendeu nesta terça (2) a política externa do governo dos EUA e, como exemplo, citou uma onda de “coalizão de países amigos” na América Latina. Mas colocou o Brasil na lista de exceções de aliados.
“É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, afirmou Rubio.
Lula associa ‘filhos de Bolsonaro’ a novo tarifaço proposto pelos EUA
Quem é Marco Rubio: ex-rival virou nome forte de Trump
Filho de imigrantes cubanos, Rubio tem histórico de forte interesse pela política da América Latina, com posições alinhadas a grupos conservadores.
Em 2015 e 2016, quando foi um dos rivais derrotados por Trump nas primárias republicanas, ele recebeu do então candidato o apelido jocoso de Little Marco (“Marquinhos”) e era alvo de piadas por sua aparência.
Anos depois, Rubio se aliou a Trump e, hoje, ocupa um dos cargos mais poderosos do governo americano.
O atual secretário de Estado também mantém relações com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A aproximação começou em 2018 e, na semana passada, Rubio recebeu os filhos de Bolsonaro nos EUA.
Saiba mais sobre quem é Marco Rubio
Flávio Bolsonaro se encontrou com Rubio em maio
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com Marco Rubio, na última quarta-feira (27).
Na ocasião, Flávio afirmou que durante o encontro foi discutida a possibilidade de os Estados Unidos designarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O senador afirmou que o secretário é favorável à medida.
Dois dias depois, o Departamento de Estado dos EUA – chefiado por Rubio – anunciou que iria classificar as facções como organizações terroristas. Em comunicado naquele dia, Rubio afirmou que “o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.
Marco Rubio e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Redes Sociais/@FlavioBolsonaro


Fonte:

g1 > Política

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