A pré-campanha do presidente Lula (PT) avalia que a pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), indica uma consolidação da imagem do atual chefe do Executivo e uma “queda consistente” do senador Flávio Bolsonaro (PL). Já o Partido Liberal destaca o crescimento do parlamentar na pesquisa espontânea e classifica as variações negativas em outros cenários como oscilação dentro da margem de erro.
A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 5 e 8 de junho, mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%. Em um eventual segundo turno, o atual presidente aparece com 44% contra 38% do senador. Em maio, a distância entre ambos era de apenas um ponto percentual (42% a 41%).
Para o secretário nacional de comunicação do PT e integrante da pré-campanha, Éden Valadares, o resultado reflete um crescimento da aprovação do governo Lula e uma “queda consistente” de Flávio. Valadares associa esse recuo ao desgaste provocado pelo escândalo do Banco Master e pela viagem do parlamentar aos Estados Unidos.
A pesquisa captura um sentimento de crescimento da aprovação do governo, consolidação do presidente Lula na preferência dos eleitores e uma queda consistente do filho de Bolsonaro. Isso mostra que estávamos certos no prognóstico: a imagem artificial criada pelo marketing, de um candidato honesto, moderno e moderado, não se sustentaria em Flávio.
“À medida que a verdadeira história é revelada e o real Flávio é conhecido pelo Brasil, ele perde apoio e intenção de votos. Quem conhece, não aprova, não confia”, completa Éden Valadares.
Crescimento de Flávio na espontânea
Por outro lado, o PL nega que tenha havido queda e foca no crescimento de Flávio Bolsonaro na pesquisa espontânea, quando o eleitor cita o nome sem ver a lista de candidatos. Nesse cenário, o senador subiu de 14% em maio para 17% em junho. Uma fonte do partido ouvida pela Jovem Pan argumenta que o voto no parlamentar está consolidado mesmo com a repercussão de investigações recentes.
Flávio Bolsonaro foi alvo de revelações, pelo portal Intercept Brasil, de troca de mensagens entre ele e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, antes do banqueiro ser preso tentando fugir do país em novembro de 2025.
As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar US$ 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para financiar o filme que tem previsão de lançamento para 11 de setembro.
O levantamento também questiona a percepção popular sobre os temas que pautam o atual cenário político. Nesse caso do Banco Master, 58% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro pode estar escondendo um envolvimento ilegal e 62% consideram que ele sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção.
A pesquisa Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro oficial na Justiça Eleitoral é o número BR-07661/2026.
Fonte: Jovem Pan