Em 2014, a presidente Dilma Rousseff disse que “fariam o diabo para ganhar as eleições.” Ganharam e quebraram o país. Naquele ano, houve a famosa inversão do superávit primário (+1,5% do PIB para -0,5% do PIB). Além do excesso de gastos e uma série de renúncias fiscais, houve a famosa contabilidade criativa na qual várias despesas não atingiam o resultado primário do governo.
Passados 12 anos, a história se repete. De acordo com o levantamento do ótimo economista Marcos Mendes, do Insper, o impacto fiscal neste ano será de R$215 bilhões entre gastos e perda de receitas. Mais assustador que o número em si é o fato de que mais de R$200 bilhões não afetam o resultado primário na reedição da contabilidade criativa do governo Dilma.Mas como o dinheiro sai dos cofres públicos, evidentemente afeta o endividamento e o resultado nominal, que inclui todas as variáveis, a despeito de não interferir no resultado primário.
Não adianta o governo fazer contabilidade criativa, excluindo da conta do resultado primário os empréstimos e financiamentos subsidiados, abertura de crédito extraordinário, e utilização dos fundos do governo, que o rombo aparece com mais dívida.
O mercado não é bobo, tanto é que os investidores pedem mais de 8% de juro real para emprestar dinheiro para o Tesouro Nacional.
Fonte: Jovem Pan