O jogo de abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira (11) foi marcada por protesto de grupos que prometiam o caos para impulsionar suas reivindicações. Enquanto a cerimônia de abertura acontecia, manifestações de diversos grupos sociais, principalmente familiares de desaparecidos e professores em greve, ocorriam em diferentes partes da zona sul da Cidade do México.
“Boicote à Copa do Mundo Fifa 2026!”, dizia uma enorme faixa no caminho para o Estádio Azteca. A Copa do Mundo chega precedida de polêmicas: o alto preço dos ingressos, a recusa de vistos para entrar nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio, que levou o Irã a transferir sua base de treinamento do Arizona para Tijuana.
O México é o país com maior torcida entre os três coorganizadores – Estados Unidos e Canadá -, mas, nesta edição, o país não vive a mesma paixão de seus dois mundiais anteriores. Em vez de festejar, elas optaram por aproveitar a atenção midiática para ecoar suas reivindicações.
Os ativistas começaram a se reunir logo cedo com a intenção de se aproximarem do Estádio Azteca, mas no caminho encontraram forte presença policial que os manteve afastados do local, sem, contudo, impedir a chegada dos torcedores. Professores do ensino fundamental e médio vêm há mais de uma semana reivindicando melhorias salariais e de aposentadoria. Eles rejeitaram a proposta mais recente do governo em uma reunião na noite de quarta-feira.
“Esta partida é uma distração, só serve à Fifa, à Claudia Sheinbaum e aos Estados Unidos”, afirmou um professor grevista, sob condição de anonimato. Sheinbaum qualificou o protesto de “provocação” para que haja imagens de repressão durante a Copa. E assegurou que não cairá na armadilha.
Além das manifestações, o problema dos vistos para entrada nos Estados Unidos também impacta o primeiro dia do torneio. O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim (CNSE, na sigla em francês) denunciou nesta quinta-feira que a seleção não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo, uma vez que não conseguiram obter vistos americanos.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan