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Fim da era ‘quebrei, mas gasto muito’: o rigor começou pelo Santos

A famosa era de “não pago porque estou quebrado, mas compro jogador caro” acabou de ficar muito mais perigosa no futebol mundial. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) rejeitou o recurso do Santos e manteve a condenação do clube a pagar cerca de R$ 12,1 milhões ao Monaco pela última parcela da compra de Jean Lucas, vencida em 31 de janeiro de 2025.

O Santos alegou extrema dificuldade financeira para tentar conseguir uma moratória. Porém, o argumento foi rebatido com força pelo clube francês. Exatamente no dia do vencimento da dívida, o Santos anunciou o retorno de Neymar. Poucos dias depois, contratou o argentino Benjamín Rollheiser por aproximadamente 11 milhões de euros.

O Monaco apresentou ao CAS documentos que comprovavam os investimentos recentes do Santos enquanto, ao mesmo tempo, pedia alívio financeiro. Para a corte, isso configurou conduta desleal. Resultado: dívida mantida integralmente, com juros e correção.

Resumindo: a frase “Não tenho dinheiro pra te pagar, mas tenho pra contratar Neymar e Rollheiser” não colou mais.

Esse precedente é um alerta vermelho para clubes brasileiros (e sul-americanos) que vivem no modo “gastar primeiro, renegociar depois”. Provas de contratações caras, anúncios pomposos e investimentos pesados podem ser usados contra o devedor em processos futuros.

Os credores europeus já estão de olho. A partir de agora, vão usar esse caso como munição para endurecer cobranças e dificultar acordos de parcelamento quando perceberem que o clube devedor continua gastando alto no mercado.

Fim da farra da impunidade financeira? Ainda é cedo para dizer, mas o recado ficou cristalino.

E você, o que achou da decisão?

Comenta aqui embaixo: o Santos errou ou foi só mais um caso de “futebol brasileiro sendo futebol brasileiro”?Até a próxima!


Fonte: Jovem Pan

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