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Gilmar Mendes vota para que prisão de pai de Vorcaro seja substituída por outras medidas

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para que a prisão do pai de Daniel Vorcaro seja substituída por outras medidas.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa as prisões do empresário Felipe Cançado Vorcaro e de Henrique Vorcaro, primo e pai do banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, devolveu para julgamento nesta terça-feira (16) os processos sobre as prisões.

A Segunda Turma do STF analisa se referenda ou não as decisões do ministro André Mendonça que determinaram as prisões.

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Antes do pedido de vista de Mendes, o placar estava em 2 votos a zero pela manutenção das prisões, com votos de Mendonça (relator) e Luiz Fux.

Felipe foi preso em 7 de maio por decisão do Supremo no âmbito da “Operação Compliance Zero”. Ele é apontado pela Polícia Federal como peça central do núcleo financeiro-operacional investigado.

Já Henrique Moura Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no mês passado suspeito de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo e de atuar como operador financeiro.

Segundo os investigadores, o pai de Vorcaro seria responsável por demandar serviços e realizar pagamentos a estruturas conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos”, usadas para intimidar pessoas, obter dados sigilosos e invadir sistemas.

De acordo com decisão judicial, Henrique também teria mantido repasses — em um caso citado, de cerca de R$ 400 mil — e acionado integrantes desses grupos para obter informações sobre investigações, mesmo após o avanço da operação. 🔎A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com foco em operações do Banco Master. Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de emitir títulos de crédito sem lastro e prometer rentabilidade fora dos padrões de mercado, em um esquema que pode ter movimentado bilhões de reais.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Silveira/STF


Fonte:

g1 > Política