O Japão está conquistando admiradores não apenas pelo que mostra em campo, mas pela forma como se comporta dentro e fora dele.
Na Copa do Mundo 2026, a seleção japonesa virou exemplo de inteligência, disciplina e gratidão, até agora.
Durante a partida contra a Holanda, o técnico Hajime Moriyasu chamou atenção ao usar um simples quadro branco com números gigantes escritos à mão. Em vez de tablets ou equipamentos high-tech, Moriyasu mostrava números (45, 3, 2, 1…) visíveis para todo o campo.
A ideia era clara: em meio ao barulho do estádio, transmitir instruções de tempo, urgência e mudanças táticas de forma direta e eficiente. Analistas e torcedores elogiaram a solução “velha escola” que ajudou o Japão a manter a calma, buscar o empate e demonstrar que clareza muitas vezes vale mais que tecnologia.
Fora de campo, o comportamento da torcida japonesa também impressionou.
Como já é tradição desde 1998, os japoneses ficaram após o jogo recolhendo o lixo das arquibancadas, deixando tudo impecavelmente limpo.
Dentro do vestiário, o mesmo capricho: uniformes dobrados, materiais organizados e zero bagunça.
E o ponto alto de elegância veio na coletiva de imprensa. Ao final, Moriyasu pediu a palavra e fez um agradecimento público aos holandeses. Ele citou os técnicos Hans Ooft e Wim Jansen, que ajudaram a formar gerações de treinadores e jogadores japoneses quando o país ainda não tinha nem liga profissional.
“Muitos holandeses contribuíram para o futebol que temos hoje. Muito obrigado”, disse o treinador, sob aplausos.
Disciplina tática, respeito ao adversário, organização e humildade.
O Japão está mostrando que futebol de alto nível também pode ser sinônimo de bons exemplos.
Em um torneio onde rivalidades esquentam, a seleção asiática lembra que classe e gratidão ainda conquistam o mundo.
Fonte: Jovem Pan