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EUA pressionam a OTAN e criticam aliados europeus por defesa do continente

O secretário de guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, voltou a criticar aliados europeus da Otan nesta quinta-feira (18), ao anunciar uma revisão de seis meses sobre a presença militar americana na Europa. Durante reunião de ministros da Defesa da aliança, em Bruxelas, o oficial norte-americano afirmou que o objetivo do reordenamento estratégico é acelerar a transferência da responsabilidade pela defesa do continente para os próprios países europeus.

Segundo o chefe do Pentágono, a revisão avaliará se os aliados estão avançando de forma “rápida e irreversível” para assumir a liderança de sua própria segurança. A declaração reforça a posição da administração de Donald Trump, que tem pressionado os membros da Otan a ampliar seus investimentos militares e reduzir a dependência dos recursos fornecidos por Washington.

Hegseth também criticou duramente alguns parceiros europeus por terem negado acesso a bases militares e autorizações de sobrevoo para operações americanas contra o Irã. “Esses aliados colocam os filhos e filhas da América, nossos filhos e filhas, em risco ao negar o acesso previsível, a base e o sobrevoo que nunca deveriam ter sido questionados”, afirmou o secretário.

Na reunião, Hegseth defendeu uma reformulação da aliança militar, que chamou de “Otan 3.0”: “A Otan 3.0 é o reconhecimento pós-Guerra Fria de que (a Otan) precisa voltar a ser uma verdadeira aliança militar de linha dura, com capacidades militares reais capazes de dissuadir aqui no continente e assumir a liderança na defesa convencional da Europa”, disse.

As declarações ocorrem poucas semanas após Washington informar aos aliados que deixará de disponibilizar determinados meios militares em caso de crise, incluindo porta-aviões, navios de apoio, aeronaves de reabastecimento em voo e parte de sua frota de caças. A medida levou países europeus e o Canadá a estudarem formas de preencher eventuais lacunas operacionais dentro da aliança.

Ao justificar a mudança de postura, o governo Trump argumenta que precisa manter capacidade para enfrentar simultaneamente dois grandes conflitos e ampliar sua preparação diante de uma possível escalada de tensões com a China na região do Indo-Pacífico. Nesse contexto, Hegseth anunciou que os Estados Unidos pretendem investir cerca de US$ 1,5 trilhão em defesa em 2027, valor que, segundo ele, servirá para fortalecer o que chamou de “arsenal da liberdade”.

*Com informações da AFP e Al Jazeera


Fonte: Jovem Pan

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