Nelson Rodrigues abria as crônicas esportivas dele com a seguinte frase: “O meu personagem da semana (…).” Se estivesse vivo, o pernambucano derramaria adjetivos ao escrever sobre Messi. Não tem como fugir ao tema e não existem mais palavras para retratar o que representa o camisa 10 argentino para a história do futebol. A Copa de 2026 entra para a galeria dos mundiais marcantes por causa do jogador mais incansável de todos os tempos. Já diria o filósofo que os recordes existem para serem quebrados e é o que estamos vendo com apenas duas rodadas de competição. Muita gente achava que o melhor Messi já tinha passado. Mas, pelo visto, ainda não passou e vem mais pela frente.
O argentino já é o maior artilheiro da história das Copas, com 17 gols, e fez todos os cinco da Argentina até agora. Nesta terça-feira, contra a Áustria, ele balançou as redes duas vezes e poderiam ter sido três, se não fosse um pênalti perdido. De qualquer forma, já é o maior artilheiro de mundiais com dezoito gols.Questionado pelos jornalistas sobre o erro, o camisa 10 não desconversou e reconheceu que cobrou mal. O gênio é mais gênio quando admite as falhas que, no caso dele, mais acerta do que erra. O atleta argentino, que faz 39 anos nesta quarta-feira (24), é o maior do futebol no século 21. Como afirmou um jornalista na entrevista com o técnico Scaloni, foi um dia de “argentinidade” na Copa.
Os deuses da bola capricharam. O duelo contra a Áustria foi disputado quatro décadas depois do jogo em que Maradona despachou a Inglaterra da Copa de 1986, no México, pelas quartas de final. Os dois gols marcaram a vida do craque para sempre: um genial, com os pés, e o outro com a mão, a famosa “mão de Deus”.
Já um antigo slogan da Jovem Pan, de meados dos anos setenta, dizia: “Quando não é um, é outro”. A frase se referia aos grandes narradores Joseval Peixoto e Osmar Santos. E foi justamente isso que vimos ontem na Copa. Quando não é Messi, é Mbappé. O jogador francês também deu espetáculo e vai perseguir as marcas que estão sendo batidas por Messi. Aos 27 anos, fez mais dois gols na vitória por 3 a 0 contra o Iraque, no primeiro jogo paralisado pela chuva e pelas ameaças de raios na Copa. O camisa 10 chegou aos 16 gols em Copas e está empatado com o alemão Klose, com 16 gols. E vem mais pela frente, afinal, a história está sendo construída diante dos nossos olhos.
A maratona de jogos da Copa ainda teve Haaland balançando as redes duas vezes contra o Senegal, na vitória por 3 a 2. A Noruega já está garantida na próxima fase para o delírio dos torcedores vermelhos que fizeram a remada viking junto com os jogadores.
Nesta terça-feira, Cristiano Ronaldo tem mais uma chance de mostrar a que veio no mundial, enquanto Kane pode repetir o show que deu contra a Croácia na estreia.
14h – Portugal x Uzbequistão – Grupo K – Houston
17h – Inglaterra x Gana – Grupo L – Boston
20h – Panamá x Croácia – Grupo L – Toronto
23h – Colômbia x RD Congo – Grupo K – Guadalajara
Fonte: Jovem Pan