O balanço de mortos pelos fortes terremotos que sacudiram a Venezuela na véspera subiu para pelo menos 188, informou nesta quinta-feira (25) o chefe do Parlamento, que relatou mais de 1.500 feridos.
“Até este momento, lamentavelmente, devemos informar 188 venezuelanas e venezuelanos mortos em decorrência da ação do terremoto”, além de “1.520 pessoas feridas”, disse o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Jorge Rodríguez ao apresentar o último boletim oficial em um pronunciamento transmitido pela televisão.
Venezuelanos desesperados buscavam, nesta quinta, sobreviventes sob os escombros provocados pelos dois fortes terremotos.
Prédios foram reduzidos a pó, outros ficaram rachados, e as pessoas correram em pânico para se proteger após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira (24), com menos de um minuto de diferença entre eles.
A região mais castigada pela dupla sequência de tremores foi La Guaira, cidade costeira vizinha de Caracas e onde fica o principal aeroporto do país, que foi interditado devido ao terremoto. A AFP constatou saques nessa região.
A presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, visitou nesta quinta-feira essa região, que declarou como “zona de desastre” e onde a AFP constatou a ocorrência de saques.
Desaparecidos
Nas redes sociais, multiplicam-se os pedidos de informações sobre desaparecidos, muitos deles em La Guaira. As pessoas consultam listas divulgadas pelos hospitais públicos com os nomes dos feridos.
Entre os feridos estão várias crianças que foram resgatadas. Algumas delas têm apenas o próprio nome escrito com marcador em uma fita amarrada ao pulso e não sabem informar seu sobrenome nem o nome de seus pais.
“Foi terrível. Tudo, tudo desabou”, disse à AFP Yilsmaris Blanco enquanto observava o caos ao seu redor em Catia La Mar, um setor do estado costeiro. “Estamos vivos, mas há pessoas que agora estão sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares presos sob os escombros, e não conseguem retirá-los.”
O mundo, em solidariedade, ofereceu o envio de equipes de resgate para apoiar as autoridades locais, que estão sobrecarregadas. O papa Leão XIV informou que destinou uma ajuda emergencial de mais de 100 mil dólares (R$ 519 mil).
Fonte: Jovem Pan