O número de mortos decorrente dos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 920, informou nesta sexta-feira (26) o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
O estado de La Guaira, a área mais afetada pelos tremores, “está completamente militarizado”, acrescentou Rodríguez em um pronunciamento televisionado. A contagem anterior do governo apontava 589 mortos.
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que abalaram o norte da Venezuela na quarta-feira deixaram um cenário de devastação, com dezenas de prédios desabados — especialmente em La Guaira, cidade litorânea próxima a Caracas —, onde moradores criticam os esforços de resgate inadequados do governo.
Segundo balanço divulgado pelo ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, no fim da noite de quinta-feira (25), outras 4,3 mil pessoas ficaram feridas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu em pronunciamento mais cedo que empresas disponibilizem equipamentos para as operações de busca na região, que foi classificada como “zona de desastre”.
Mobilização global
Diversas nações europeias e do mundo ofereceram ajuda para realizar buscas por desaparecidos na Venezuela.
Além da Suíça, que enviará cerca de 80 especialistas em resgate, e da Alemanha, que colocou à disposição aeronaves militares A400M para transporte de equipes e equipamentos, os Países Baixos mobilizaram uma missão de busca com socorristas, cães farejadores e um pacote de € 2 milhões.
O Brasil autorizou o envio de uma missão humanitária com equipes de busca e resgate, profissionais de saúde e insumos, enquanto a ONU coordena o deslocamento de dezenas de equipes internacionais de salvamento. Também anunciaram apoio os Estados Unidos, com US$ 150 milhões em ajuda e equipes de resposta, além de México, Colômbia, Espanha, França, Itália, Índia, Equador, El Salvador, Panamá e República Tcheca, que enviarão bombeiros, médicos, hospitais de campanha, cães de resgate, equipamentos e suprimentos.
Israel informou que avalia o envio de uma missão de assistência, e países como Arábia Saudita, China, Rússia, Cuba, Irã, Turquia e outros manifestaram solidariedade e ofereceram cooperação ao governo venezuelano.
*Em atualização, com informações da AFP e do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan