Talvez a melhor parte de viver a Copa do Mundo sem ser uma grande fã de futebol seja a possibilidade de observar esse fenômeno e todos os seus desdobramentos com um certo distanciamento. Um dos mais interessantes, pra mim, é o sentimento patriótico, quase ufanista que une todos nós de quatro em quatro anos.
Me pergunto porque não deixamos o em outros momentos, já que temos outras coisas, além do futebol, das quais podemos nos orgulhar, em especial a moda.
Estampa do Lenço Mystic Le Lis | Foto: divulgação
Eu poderia citar a indústria de proporções continentais ou as matérias-primas que vão do algodão de altíssima qualidade à seda puríssima. Mas o que mais me impressiona na moda brasileira são os nossos talentos, coisa que não pode ser copiada em nenhum outro lugar do mundo, já que é fruto de uma criatividade só nossa e de um repertório que só quem é brasileiro tem.
Temos grandes nomes que já mostraram como podemos exportar nosso talento para o mundo. Das coleções sempre atuais da Le Lis, a atemporalidade de Cris Barros, e a autenticidade dos designs de Paula Torres.
Tênis Paula Torres com inspiração esportiva | Foto: divulgação
Se no futebol estamos esperando pelo nosso próximo grande craque, no campo fashion eles já foram revelados. Da tecnologia têxtil da Normando à alfaiataria desconstruída da Mondepars ou a modelagem impecável de Rocio Canvas.
Talvez seja porque ainda não aprendemos a vestir a camisa da moda brasileira com a mesma facilidade com que vestimos a da Seleção. Mas, se a Copa nos ensina alguma coisa, é o valor de torcer pelo que é nosso e nos lembrar que existe valor naquilo que produzimos, criamos e imaginamos coletivamente.
Durante um mês, acreditamos que somos capazes de conquistar o mundo. A verdade é que, em alguns setores, já conquistamos. E a moda é um deles. Os talentos já estão em campo. Falta apenas que a torcida perceba.
Fonte: Jovem Pan